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Colheita do milho de verão 2025/26 avança para 94,5% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras

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A colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil alcançou 94,5% da área estimada até a última sexta-feira (22), segundo levantamento divulgado por Safras & Mercado. O avanço dos trabalhos reforça o bom ritmo das operações em importantes estados produtores do país.

A área cultivada nesta temporada é estimada em 3,608 milhões de hectares. O percentual colhido mantém o desempenho alinhado à média histórica dos últimos cinco anos para o período, também calculada em 94,5%.

Apesar do avanço consistente, o ritmo atual segue ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita já atingia 96,7% da área estimada de 3,499 milhões de hectares.

Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul encerram colheita

Entre os principais estados produtores do Centro-Sul, a colheita já foi concluída em diversas regiões.

No Paraná, os trabalhos chegaram a 100% da área plantada de 547 mil hectares. O mesmo cenário foi registrado em São Paulo, onde a ceifa alcançou integralmente os 295 mil hectares cultivados.

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No Rio Grande do Sul, a colheita também foi finalizada nos 946 mil hectares destinados ao milho de verão.

Em Mato Grosso, os trabalhos atingiram 100% da área cultivada de 11 mil hectares.

Santa Catarina e Goiás se aproximam da reta final

Em Santa Catarina, a colheita avançou para 99,8% da área estimada de 607 mil hectares, praticamente encerrando os trabalhos no estado.

Já em Goiás e no Distrito Federal, a ceifa alcançou 90,1% dos 287 mil hectares cultivados, mantendo ritmo acelerado nas últimas semanas.

Minas Gerais e Mato Grosso do Sul ainda concentram parte dos trabalhos

Minas Gerais segue como um dos estados com maior área ainda em processo de colheita. Até o momento, os trabalhos atingiram 84,6% dos 854 mil hectares cultivados.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita chegou a 76,8% da área plantada de 30 mil hectares.

Safra mantém ritmo dentro da normalidade

O avanço da colheita dentro da média histórica reforça a expectativa de conclusão dos trabalhos sem grandes atrasos no Centro-Sul brasileiro.

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O desempenho da safra de verão é acompanhado de perto pelo mercado, especialmente em meio às projeções para a segunda safra de milho, que concentra a maior parte da produção nacional e tem forte impacto sobre oferta, exportações e formação de preços no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

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A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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