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Colheita do milho no Rio Grande do Sul avança, mas clima e pragas ainda desafiam produtividade

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A colheita do milho no Rio Grande do Sul alcançou 64% da área total cultivada, enquanto 17% das lavouras ainda estão em maturação. O restante, cerca de 19%, encontra-se em estágios vegetativos e de enchimento de grãos, que continuam dependentes de precipitações regulares para evitar perdas adicionais.

O cenário foi detalhado no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, que destacou os efeitos do déficit hídrico registrado entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, período crítico para o desenvolvimento das lavouras.

Impacto do déficit hídrico e da época de semeadura

Segundo o relatório, o efeito do estresse hídrico variou conforme a época de semeadura e a disponibilidade de água:

  • Áreas implantadas cedo: atravessaram o período crítico no final do ciclo e tiveram menor comprometimento relativo.
  • Lavouras em floração e granação: registraram redução de rendimento devido à deficiência de umidade, com chuvas recentes beneficiando parcialmente áreas em enchimento de grãos.

Apesar das precipitações pontuais, o quadro de perdas já consolidado nas lavouras sob estresse crítico não foi revertido.

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Condições fitossanitárias exigem atenção

O informativo da Emater/RS-Ascar destaca a alta incidência de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), o que levou à intensificação do monitoramento e do controle químico em diversas regiões.

Além disso, foram registrados focos pontuais de lagarta-do-cartucho, reforçando a necessidade de atenção dos produtores durante o acompanhamento das lavouras.

Estimativas de produtividade e área plantada

Para a safra 2025/26, a Emater/RS-Ascar estima:

  • Área cultivada com milho grão: 785.030 hectares
  • Produtividade média estimada: 7.370 kg/ha

Esses números refletem a variabilidade de condições climáticas, época de semeadura e nível tecnológico empregado.

Milho para silagem: clima parcialmente favorável

O milho destinado à silagem também apresenta desempenho heterogêneo:

  • Condições climáticas recentes foram parcialmente favoráveis, com chuvas leves e clima estável em várias regiões do estado.
  • Áreas implantadas mais cedo já tiveram colheita concluída ou em andamento, com massa verde adequada, beneficiada pelo porte elevado das plantas.

Em alguns casos, a proporção de grãos na massa ensilada foi limitada pelo déficit hídrico durante pendoamento, polinização e início do enchimento de grãos.

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A estimativa para esta modalidade aponta:

  • Área destinada ao milho para silagem: 366.067 hectares
  • Produtividade média esperada: 38.338 kg/ha

Perspectiva e monitoramento contínuo

O avanço da colheita e as condições de produtividade destacam a importância do acompanhamento constante de clima e fitossanidade. O Banco Central do Brasil, ainda que não envolvido diretamente na produção, monitora indicadores econômicos e climáticos que podem influenciar custos de produção e logística agrícola, afetando a competitividade do milho gaúcho no mercado nacional.

Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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