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Conab divulga bônus do PGPAF de outubro com descontos de até 70% para agricultores familiares

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (9) os novos valores do bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). Os benefícios entram em vigor a partir do dia 10 de outubro e seguem válidos até 9 de novembro.

A lista oficial foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e contempla produtores de 22 culturas agrícolas em diferentes estados brasileiros. O programa é uma ferramenta essencial de apoio à agricultura familiar, garantindo compensações quando o preço de mercado dos produtos fica abaixo do preço mínimo de garantia.

Cebola e feijão-caupi lideram os maiores bônus do mês

Neste ciclo, os maiores descontos serão concedidos aos produtores de cebola em São Paulo (70,31%) e Paraná (65,62%), devido à forte diferença entre o preço de garantia e o valor de comercialização.

Outros destaques são o feijão-caupi no Amapá, com bônus de 64,92%, a batata no Paraná (59,65%) e o mel de abelha no Rio Grande do Sul (54,52%). Esses percentuais refletem as oscilações recentes nos mercados regionais e buscam compensar as perdas enfrentadas pelos agricultores.

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Além disso, produtores de raiz de mandioca em Santa Catarina, mel de abelha em Sergipe e Rio Grande do Sul, feijão-caupi no Amapá e arroz em Santa Catarina, Sergipe e Tocantins também estão entre os beneficiados do mês.

Mais de 20 produtos e estados contemplados pelo PGPAF

O benefício se estende a agricultores de todo o país, abrangendo uma ampla variedade de culturas. Entre os produtos contemplados estão açaí (Acre), alho (Minas Gerais e Goiás), banana (Pernambuco), borracha natural (Espírito Santo e São Paulo), cará (Amazonas e Espírito Santo), castanha de caju (Piauí e Rio Grande do Norte), ervamate (Santa Catarina), laranja (Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul), leite (Maranhão), manga (Bahia), maracujá (Minas Gerais), milho (Bahia e Maranhão), sisal (Bahia e Paraíba) e trigo em sete estados, incluindo Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Esses bônus ajudam a reduzir os impactos de mercado e a garantir estabilidade de renda aos pequenos produtores, especialmente em regiões que enfrentam oscilações climáticas e de preços.

Objetivo é proteger a renda e fortalecer a agricultura familiar

O PGPAF, administrado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), é um dos principais instrumentos de sustentação de renda da agricultura familiar no país. O cálculo do bônus é feito com base nos custos de produção apurados pela Conab, e o benefício é concedido sempre que o preço de mercado fica abaixo do preço de garantia definido pelo governo.

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Além de proteger os agricultores das flutuações de mercado, o programa está vinculado ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que financia a implantação, ampliação e modernização de estruturas produtivas e agroindustriais em propriedades e comunidades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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