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Conab realiza leilões de feijão para apoiar produtores do Sul do Brasil

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará nos dias 10 e 11 de setembro leilões de feijão destinados a apoiar produtores do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Serão ofertadas 16,2 mil toneladas para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e 16,2 mil toneladas para o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), totalizando 32,4 mil toneladas da leguminosa.

Os leilões ocorrerão a partir das 9h, na modalidade “cartela”, pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), interligado às Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros.

Leilão do dia 10: foco na agricultura familiar

Na quarta-feira (10), a Conab realizará leilões exclusivos para a agricultura familiar, oferecendo 6,48 mil toneladas de Pepro de feijão-preto para agricultores, agricultoras e cooperativas da região Sul.

Para receber o prêmio, os participantes devem comprovar a produção e a venda do feijão-preto para indústrias de beneficiamento ou comerciantes localizados fora da região de cultivo.

No mesmo dia, serão ofertadas 6,48 mil toneladas de PEP, destinadas a indústrias e comerciantes que adquirirem o feijão-preto in natura de agricultores familiares pelo Preço Mínimo e comprovem o escoamento do produto.

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Leilão do dia 11: ampla concorrência

Na quinta-feira (11), os leilões de Pepro e PEP terão caráter aberto a todos os produtores e cooperativas, incluindo agricultores familiares. Nesse caso, indústrias e comerciantes devem comprovar a compra do feijão pelo Preço Mínimo e garantir o escoamento do produto.

O limite por produtor para a subvenção é 8,4 toneladas do grão. Caso o agricultor participe das duas modalidades (Pepro e PEP), esse limite não poderá ser excedido.

Regras de participação e cadastro

Para participar, os interessados devem:

  • Estar inscritos na Bolsa de Mercadorias correspondente;
  • Ter cadastro regular no Sican (Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais);
  • Possuir inscrição ativa no Sicaf e no Cadin, entre outros requisitos previstos nos editais.
Recursos e regulamentação

Os leilões foram autorizados pela Portaria Interministerial nº 24/2025, publicada em 25 de agosto, pelos ministérios da Agricultura e Pecuária, Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O documento define R$ 21,7 milhões em recursos para escoamento de 32,4 mil toneladas da safra 2024/25 para fora dos estados de origem.

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Importância dos leilões para o mercado de feijão

As operações da Conab, realizadas no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), são instrumentos estratégicos para:

Reduzir oscilações na renda dos produtores;

  • Garantir remuneração mínima;
  • Regular a oferta do produto;
  • Assegurar abastecimento nacional contínuo.

Íntegra dos editais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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