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Congresso Mundial Brangus conclui etapa no Rio Grande do Sul e segue programação em outros estados

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Primeira etapa no Rio Grande do Sul reúne criadores e especialistas

O Congresso Mundial Brangus concluiu no domingo a primeira etapa das giras técnicas realizadas no Rio Grande do Sul. Durante os últimos dias, centenas de participantes visitaram propriedades rurais para conhecer de perto o trabalho de seleção genética e os sistemas de produção desenvolvidos por tradicionais cabanhas da raça.

Organizado pela Associação Brasileira de Brangus (ABB), o evento segue com programação até o dia 25 de março, reunindo criadores, técnicos e representantes internacionais do setor pecuário.

De acordo com o presidente da entidade, João Paulo Schneider da Silva, conhecido como Kaju da GAP, a primeira fase do congresso superou as expectativas.

“Cumprimos a primeira missão neste Congresso. Tudo foi realizado com muito capricho, impressionando quem visitou e pôde ver um Brangus de qualidade inserido na realidade de cada criação, além de uma recepção calorosa em todos os locais”, afirmou.

Visitas técnicas apresentaram diferentes sistemas de produção

As atividades do fim de semana ocorreram em quatro propriedades rurais que demonstraram aos participantes diferentes modelos de produção, manejo e seleção genética da raça Brangus.

No sábado (13), a programação começou com clima típico do Pampa gaúcho, marcado por serração e frio intenso no início da manhã, seguido de sol ao longo do dia. A recepção ocorreu na propriedade Sigma Brangus, conduzida por Lourenço e Guilherme Acauan.

A visita foi realizada em formato itinerante, com os participantes percorrendo os piquetes em seus próprios veículos e acompanhando paradas técnicas ao longo do trajeto. Em cada ponto, os responsáveis pela fazenda apresentaram detalhes do manejo adotado, os desafios produtivos da região e os critérios utilizados na seleção genética do rebanho.

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Um dos pontos mais enfatizados durante as apresentações foi a adaptabilidade da raça Brangus em ambientes produtivos desafiadores, característica considerada estratégica para sistemas de pecuária em diferentes regiões.

Intercâmbio internacional e troca de conhecimento

Após as visitas técnicas, os participantes acompanharam uma apresentação conduzida pelo professor Júlio Barcellos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que compartilhou dados técnicos do trabalho realizado na propriedade.

O coordenador do congresso, Ladislau Lancsarics, destacou a importância das giras técnicas como ferramenta de integração entre produtores e especialistas de diferentes países.

O encontro também contou com a presença de ex-presidentes da ABB e representantes de oito países, reforçando o caráter internacional do congresso e o intercâmbio de experiências entre diferentes sistemas produtivos.

Fazenda histórica recebe etapa final no estado

No domingo, a programação ocorreu na propriedade La Estancia, pertencente ao produtor Matheus Martinelli. A fazenda, que faz parte da história da pecuária brasileira e já recebeu a visita da princesa Princesa Isabel, foi palco da última apresentação da etapa gaúcha.

Durante o encontro, houve a abertura oficial conduzida por Roberto Grecellé e pelo presidente da ABB. Em seguida, os participantes acompanharam a apresentação de animais selecionados e explicações detalhadas sobre o sistema produtivo adotado pela propriedade.

Com isso, foi encerrada a fase de visitas no Rio Grande do Sul, que teve início em Uruguaiana e incluiu passagens por importantes cabanhas da raça.

Próximas visitas seguem para São Paulo e Paraná

A programação do Congresso Mundial Brangus continua a partir desta semana com novas giras técnicas em outros estados brasileiros.

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Nesta segunda-feira (16), a visita ocorre na propriedade Brangus Guapiara, em Boa Ventura de São Roque, no Paraná. Já no dia 17 de março, a agenda segue para a fazenda Brangus HP, em Martinópolis, no estado de São Paulo.

Londrina recebe programação principal do congresso

A etapa central do evento acontece entre os dias 18 e 21 de março, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, no Paraná.

A programação inclui palestras técnicas com especialistas do setor pecuário, como Antonio Chaker e Alcides Torres, além de julgamentos de animais, leilões e eventos de networking.

Entre os destaques da agenda estão:

  • Julgamento de animais rústicos – dias 19 e 20
  • Julgamento de animais de argola – dia 21
  • Leilões e eventos gastronômicos – entre os dias 19 e 21

As inscrições para o congresso são gratuitas e podem ser realizadas online.

Programação final inclui visitas no Paraná e Mato Grosso do Sul

Após a realização da etapa principal em Londrina, o congresso retoma as visitas técnicas entre 22 e 25 de março, passando por propriedades nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

Entre as fazendas que integram a programação estão:

  • Agropecuária Laffranchi – 22 de março
  • Fazendas Indaiá e Paraíso das Águas – 24 de março
  • Fazenda Bandeirante – 25 de março

O evento reforça o papel do Brasil como referência internacional na criação da raça Brangus e destaca a importância da troca de conhecimento técnico para o avanço da pecuária de corte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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