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Consórcio para maquinário agrícola impulsiona modernização e eficiência no campo

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O consórcio vem se consolidando como uma alternativa econômica e segura para produtores rurais que desejam modernizar suas operações. De acordo com Vera Lucia, consultora financeira do Consórcio Embracon, a modalidade permite a compra de equipamentos agrícolas de forma planejada, sem a cobrança de juros — apenas com taxa de administração.

Máquinas que aumentam a eficiência da produção

Por meio do consórcio, o produtor pode investir em diferentes tipos de máquinas e implementos que elevam a eficiência e a produtividade da fazenda. Entre os principais equipamentos estão:

  • Tratores: fundamentais para aragem, plantio e transporte, com potências variadas que atendem desde pequenas até grandes propriedades.
  • Colheitadeiras: automatizam a colheita de grãos como soja, milho e trigo, reduzindo perdas e agilizando o processo.
  • Pulverizadores: garantem aplicação precisa de defensivos e fertilizantes líquidos, protegendo a lavoura e aumentando a produtividade.
Implementos agrícolas e irrigação no pacote

Além dos maquinários de maior porte, o consórcio também possibilita a aquisição de implementos como grades, semeadoras, plantadeiras e carretais. Esses equipamentos ampliam a versatilidade do trator e agilizam etapas importantes da produção. Sistemas de irrigação também podem ser contemplados, garantindo a umidade ideal do solo mesmo em condições climáticas adversas, o que contribui para colheitas mais estáveis e de melhor qualidade.

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Planejamento financeiro e sustentabilidade no campo

Com parcelas acessíveis e previsibilidade nos pagamentos, o consórcio se apresenta como uma ferramenta estratégica para a modernização das propriedades rurais. Segundo especialistas, a modalidade favorece a organização financeira, o aumento da produtividade e a sustentabilidade no campo, além de ajudar o produtor a acompanhar a evolução tecnológica do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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