AGRONEGÓCIO
Cooperativas de Santa Catarina ultrapassam R$ 105 bilhões e reforçam protagonismo na economia em 2025
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O cooperativismo de Santa Catarina segue em forte expansão e consolida sua relevância econômica no estado. De acordo com dados do Sistema OCESC, o faturamento das cooperativas catarinenses alcançou R$ 105,7 bilhões em 2025, resultado que representa crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior e confirma a trajetória positiva do setor.
O avanço reforça o papel estratégico das cooperativas na geração de empregos, renda e desenvolvimento regional, além de evidenciar o fortalecimento da gestão, da governança e da capacidade de investimento das organizações catarinenses.
Segundo o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, o desempenho é reflexo de um modelo de negócios cada vez mais competitivo, estruturado e conectado às necessidades da população.
Ele destaca que o crescimento das cooperativas está diretamente ligado à capacidade de inovação, ao fortalecimento da gestão e à atuação presente nas diferentes regiões do estado, impulsionando cadeias produtivas e promovendo desenvolvimento econômico sustentável.
Série histórica mostra expansão contínua do cooperativismo catarinense
Os números confirmam uma evolução consistente do setor nos últimos anos. Em 2022, o faturamento das cooperativas de Santa Catarina somava R$ 80,82 bilhões. Em 2023, o volume avançou para R$ 84,65 bilhões, enquanto em 2024 atingiu R$ 91,26 bilhões.
Já em 2025, o crescimento ganhou intensidade, levando o setor a superar a marca histórica de R$ 105 bilhões.
A trajetória de expansão demonstra a capacidade de adaptação das cooperativas diante das mudanças econômicas e dos desafios do mercado. Após o salto de 63,3% registrado em 2022, impulsionado pela recuperação econômica pós-pandemia, o cooperativismo manteve crescimento de 4,7% em 2023 e de 7,8% em 2024, chegando ao resultado mais expressivo em 2025.
Cooperativas ampliam investimentos e fortalecem desenvolvimento regional
O desempenho acima da média nacional também está associado ao fortalecimento da governança, aos investimentos em inovação e à presença estratégica das cooperativas em diferentes segmentos da economia catarinense.
Além da geração de renda e empregos, o modelo cooperativista tem ampliado investimentos em tecnologia, qualificação profissional e desenvolvimento das comunidades onde atua, consolidando-se como um dos principais motores econômicos do estado.
Para o Sistema OCESC, o avanço sustentável do setor demonstra maturidade operacional e capacidade de planejamento de longo prazo, fatores considerados fundamentais para manter o ritmo de crescimento nos próximos anos.
Projeções indicam cooperativismo ainda mais forte até 2028
As estimativas do setor apontam continuidade da trajetória de expansão em Santa Catarina. A previsão é que o faturamento das cooperativas alcance R$ 115,2 bilhões em 2026, suba para R$ 125,9 bilhões em 2027 e chegue a R$ 137,6 bilhões em 2028.
Na avaliação de Vanir Zanatta, os números projetados reforçam a capacidade do cooperativismo catarinense de seguir crescendo de forma estruturada, sustentado por eficiência operacional, presença territorial e investimentos contínuos em gestão e inovação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro
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