RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Crescimento do Centro-Oeste Atrai Investimentos Industriais e Expansão do Agronegócio

Publicados

AGRONEGÓCIO

O Centro-Oeste brasileiro, tradicionalmente reconhecido pela força do agronegócio, vem passando por um processo de diversificação econômica. Além da produção agrícola, a região tem atraído investimentos industriais estratégicos, fortalecendo a integração entre os setores.

Segundo dados do Valor de Transformação Industrial (VTI), que mede a concentração regional da produção, o Centro-Oeste foi a região que mais cresceu no início deste século, com alta de 173% entre 1996 e 2022. Esse movimento tem chamado atenção de profissionais de diferentes áreas, atraídos por novas oportunidades de crescimento. Dados do IBGE indicam que 26% da população da região é composta por migrantes de outros estados, reforçando seu dinamismo econômico.

Bodoquena se Destaca Como Polo Industrial e Logístico

O município de Bodoquena, em Mato Grosso do Sul, vem se consolidando como um polo estratégico para investimentos industriais que combinam sustentabilidade e eficiência produtiva. A região possui solo calcário de alta qualidade e proximidade com importantes polos agrícolas, oferecendo vantagens logísticas que reduzem custos de transporte e facilitam o fornecimento de insumos para produtores rurais de toda a região Centro-Oeste.

Leia Também:  MAPA libera primeiros agroquímicos para carinata e impulsiona avanço da cultura no Brasil
Massari Fértil Inaugura Nova Unidade no Mato Grosso do Sul

A Massari Fértil, empresa brasileira especializada em fertilizantes minerais mistos, escolheu Bodoquena para a inauguração de sua nova unidade industrial, com investimento de aproximadamente R$ 5 milhões. A planta integra o plano de expansão territorial da companhia e reforça o potencial econômico do estado, um dos maiores centros agrícolas e minerais do país.

A unidade foi projetada para atingir 1,5 milhão de toneladas nos próximos cinco anos, ampliando a capacidade produtiva e logística da empresa e permitindo atender de forma estratégica as principais regiões produtoras do Brasil, com destaque para o Centro-Oeste.

Geração de Empregos e Impacto Econômico Local

O empreendimento deve gerar mais de 150 empregos diretos e indiretos, movimentando setores como transporte, alimentação, serviços de manutenção e fornecedores regionais. Além disso, a instalação da planta contribui para o aumento da arrecadação tributária, desenvolvimento da infraestrutura local e fortalecimento do ecossistema produtivo do entorno, acompanhando o crescimento acelerado do agronegócio sul-mato-grossense.

Fortalecimento da Produção Nacional de Fertilizantes

A presença da Massari Fértil no estado reforça o esforço do Brasil em aumentar a autonomia produtiva na fabricação de fertilizantes, insumo ainda amplamente importado. Com a nova unidade, cresce a oferta de soluções locais de correção e nutrição do solo, fortalecendo a cadeia nacional de suprimentos.

Leia Também:  Brasil deve registrar recorde de entregas de fertilizantes em 2025, apesar da alta nos custos

A planta conta com a parceria da Horii Agro, referência em mineração e beneficiamento de matérias-primas, unindo tecnologia e expertise para ampliar o mercado de calcário e garantir produtos de alto desempenho.

Plano de Expansão e Sustentabilidade

A inauguração de Bodoquena faz parte de um plano de expansão da Massari Fértil, que projeta crescimento médio de 20% ao ano, com abertura de novas unidades no Norte, Sudeste e Centro-Oeste. A empresa mantém investimentos em inovação e sustentabilidade, desenvolvendo produtos naturais de origem brasileira que atendem à demanda crescente por soluções eficientes e ambientalmente responsáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Índice de Xangai alcança maior patamar em quase 10 anos com impulso do setor imobiliário e de terras raras

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Marfrig e BRF concluem fusão em 23 de setembro e criam a MBRF

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA