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Cultivo de tomate em período chuvoso exige manejo técnico e escolha adequada de sementes

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O cultivo de tomate durante períodos de chuva requer atenção especial do produtor. O excesso de umidade, o aumento da pressão de pragas e doenças e o manejo mais complexo podem comprometer a produtividade e a qualidade final dos frutos. Nesse cenário, a escolha correta das sementes se torna essencial para reduzir riscos e garantir um bom desempenho da lavoura.

Escolha de sementes é o primeiro passo para o sucesso da produção

De acordo com especialistas, o primeiro passo para o sucesso no cultivo é optar por variedades de alta produtividade e procedência comprovada. Também é importante considerar materiais adaptados a condições climáticas adversas, com bom vigor, alta taxa de germinação e resistência a doenças.

O uso de híbridos desenvolvidos no Brasil tem se mostrado uma alternativa eficiente, por oferecer melhor adaptação regional e resultados mais consistentes em diferentes áreas produtoras.

Gyottone: híbrido com desempenho superior em períodos chuvosos

Entre as opções disponíveis no mercado, a East-West Seed destaca o híbrido Gyottone como uma das alternativas mais seguras para o cultivo em condições de alta umidade.

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Segundo Luciano Faria, gerente de desenvolvimento de produtos da empresa, o Gyottone foi desenvolvido especialmente para as condições de cultivo do Brasil, com foco em produtividade, padrão de frutos e estabilidade mesmo sob chuvas intensas.

“O Gyottone é reconhecido por sua alta produtividade contínua, com frutos grandes e uniformes, classificados como classe IIIA da base ao ponteiro. Esse desempenho é resultado da sanidade superior da planta, resistência ao cracking e consistência em períodos chuvosos, quando outros materiais perdem rendimento”, explica Faria.

Desempenho comprovado em polos produtores

A East-West Seed aponta que o híbrido tem se destacado em importantes regiões técnicas, como Carmópolis (MG) e Caçador (SC), além de apresentar resultados sólidos em outras áreas estratégicas de produção de tomate.

Segundo a empresa, o Gyottone combina alta produtividade com qualidade comercial, o que o torna uma das principais escolhas entre produtores que enfrentam desafios de clima e sanidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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