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Curso Gratuito Incentiva Empresas Brasileiras a Exportar para Mercados Islâmicos

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Formação Online Estimula Exportações para Países Muçulmanos

O Projeto Halal do Brasil, iniciativa da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), lançou um curso online e gratuito voltado a empresas brasileiras de alimentos e bebidas interessadas em acessar o vasto mercado consumidor islâmico.

O treinamento apresenta os conceitos da produção halal, as oportunidades comerciais e as estratégias de marketing mais eficazes para conquistar o público muçulmano, que segue rigorosos preceitos religiosos na escolha e consumo de produtos.

Segundo a diretora de Relações Institucionais da CCAB, Fernanda Baltazar, a capacitação pretende fortalecer a presença das empresas brasileiras nos países islâmicos, aproveitando a credibilidade que o Brasil já conquistou nesse segmento.

“O Brasil é referência global na exportação de alimentos halal. Somos líderes mundiais em proteínas certificadas e temos uma indústria reconhecida pela qualidade. Ainda assim, existe um enorme potencial a ser explorado”, destaca Baltazar.

O Que é o Alimento Halal

A palavra “halal” se refere a tudo o que é permitido segundo os preceitos da religião islâmica. No caso dos alimentos, o termo abrange desde o manejo e abate dos animais até o processamento e o transporte dos produtos.

Para que um alimento seja considerado halal, é necessário que todo o processo produtivo siga normas específicas, incluindo o abate realizado por profissionais muçulmanos, sob rito religioso, e com certificação que garanta ausência de contaminação por substâncias proibidas, como carne suína e álcool.

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Essa certificação é essencial para que os produtos brasileiros tenham acesso a mercados onde o consumo halal é obrigatório — tanto em países islâmicos quanto em comunidades muçulmanas espalhadas por diversas partes do mundo.

Mercado Halal Global Movimenta US$ 1,8 Trilhão

O mercado mundial de alimentos halal movimenta cerca de US$ 1,88 trilhão por ano, segundo o The State of Islamic Economy Report 2024. Estima-se que mais de 1,9 bilhão de pessoas sigam os princípios de consumo halal, concentradas principalmente nos 57 países membros da Organização para Cooperação Islâmica (OCI), além de comunidades expressivas em França, Reino Unido e Alemanha.

Esse cenário representa uma enorme oportunidade para o agronegócio brasileiro, que já é um dos principais fornecedores globais de alimentos certificados, mas ainda pode expandir sua atuação com produtos industrializados e de maior valor agregado.

Brasil Quer Agregar Valor às Exportações

Atualmente, o Brasil é o maior fornecedor de alimentos à OCI, com US$ 26,44 bilhões exportados em 2025, de acordo com dados do Projeto Halal do Brasil. A maior parte dessas exportações, porém, ainda se concentra em produtos de menor valor agregado — como carnes in natura, grãos e café.

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O objetivo do projeto é estimular o envio de produtos processados e prontos para o consumo, fortalecendo a indústria nacional e agregando valor às exportações brasileiras.

“Queremos aumentar a participação dos produtos industrializados certificados nas exportações brasileiras para países muçulmanos, ampliando a competitividade das nossas indústrias”, reforça Baltazar.

Apoio à Certificação e à Participação em Feiras Internacionais

Além da formação gratuita, o Projeto Halal do Brasil oferece apoio à certificação de produtos, consultoria técnica e incentivo à participação em feiras e rodadas de negócios internacionais voltadas ao mercado islâmico.

Atualmente, cerca de 150 empresas brasileiras integram a iniciativa — muitas delas já exportam regularmente para países muçulmanos com produtos certificados halal, fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor confiável e de qualidade no comércio global de alimentos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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