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Custo de produção pressiona e reduz poder de compra do avicultor paulista em novembro

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Poder de compra do produtor recua após recorde histórico

Depois de registrar, em outubro, a relação de troca mais favorável da história frente ao farelo de soja, o avicultor paulista viu seu poder de compra recuar em novembro, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Os pesquisadores apontam que a perda de rentabilidade está diretamente ligada à desvalorização do frango vivo e ao encarecimento dos principais insumos da atividade, como o milho e o farelo de soja, essenciais na produção da avicultura de corte.

Frango vivo acumula queda de preço em São Paulo

Na parcial de novembro (até o dia 26), o frango vivo é negociado, em média, a R$ 6,10 por quilo no estado de São Paulo — uma queda de 2,6% em relação a outubro, segundo o Cepea.

A redução nos preços ocorre em um contexto de oferta ajustada e leve desaceleração no consumo interno, o que tem limitado o repasse de custos ao mercado. Ainda assim, as margens seguem positivas em comparação aos padrões históricos.

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Insumos sobem e pressionam margens da avicultura

Enquanto o preço do frango recuou, o farelo de soja — um dos principais componentes da ração — apresentou alta de 5,3%, atingindo média de R$ 1.724,78 por tonelada na região de Campinas (SP).

Com isso, a relação de troca entre o produto final e o insumo sofreu deterioração: o produtor, que em outubro conseguia adquirir 3,83 quilos de farelo com a venda de um quilo de frango vivo, agora compra apenas 3,54 quilos.

Margens ainda permanecem favoráveis ao produtor

Apesar da queda no poder de compra, o Cepea ressalta que as margens de ganho continuam positivas. Mesmo com o recuo em novembro, o volume de farelo que o avicultor paulista consegue adquirir segue 7,3% acima da média de 2025, quando considerados os valores em termos reais, deflacionados pelo IGP-DI de outubro.

O cenário indica que, embora o custo de produção tenha voltado a subir, a avicultura paulista mantém competitividade e rentabilidade, sustentada pelo bom desempenho acumulado ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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