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Densidade de estocagem inadequada compromete produtividade e aumenta riscos sanitários na aquicultura

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A densidade de estocagem é um dos fatores mais críticos na aquicultura moderna, influenciando diretamente o desempenho zootécnico, a saúde dos animais e a sustentabilidade dos sistemas de cultivo. Um manejo inadequado pode resultar em estresse, queda no crescimento, maior mortalidade e comprometer a aceitação do produto no mercado consumidor.

Segundo Gustavo Julio, Supervisor Técnico Comercial de Matéria-Prima Pet & Aqua da De Heus, “a densidade de estocagem é definida pela relação entre número ou peso dos animais e o volume de água disponível, geralmente expressa em quilos ou unidades por metro quadrado ou cúbico. É um tema central para produtores, pois impacta desempenho, qualidade da água e rentabilidade da atividade”.

Riscos do adensamento excessivo

Quando o número de animais é maior que o recomendado, diversos problemas podem surgir:

  • aumento da competição por oxigênio e alimento;
  • elevação do estresse;
  • comprometimento do crescimento;
  • piora na conversão alimentar;
  • maior desuniformidade do lote;
  • queda da imunidade e maior incidência de doenças;
  • aumento da mortalidade.

Sinais que indicam densidade excessiva incluem comportamento agressivo ou letárgico dos animais, peixes boquejando na superfície (hipóxia), redução do ganho de peso diário e heterogeneidade do lote.

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Por outro lado, trabalhar com densidades muito baixas também é economicamente inviável, tornando fundamental o equilíbrio ideal para cada espécie, fase de criação, sistema de cultivo e condição climática.

Nutrição como aliada da saúde e desempenho

A nutrição desempenha papel estratégico na manutenção da saúde e do crescimento em diferentes condições de estocagem. Dietas equilibradas, com níveis adequados de nutrientes, vitaminas, minerais e aditivos funcionais, fortalecem o sistema imunológico, melhoram a digestibilidade e reduzem a carga orgânica no sistema, garantindo estabilidade do ambiente de cultivo.

No Brasil, a atuação da De Heus no segmento Aqua concentra-se no fornecimento de premixes para fábricas de ração, abastecendo pisciculturas e carciniculturas em todo o país. A empresa oferece suporte técnico e consultoria para ajustes de manejo, nutrição e densidade de estocagem, auxiliando produtores a maximizar o desempenho zootécnico.

Boas práticas e certificações internacionais

Entre os diferenciais da De Heus estão a planta 100% livre de matéria-prima de origem animal, promotores de crescimento e agentes anticoccidianos, além de sistemas de pesagem assistida e monitoramento por câmeras em todas as etapas da produção.

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Segundo Gustavo Julio, essas práticas garantem rastreabilidade, segurança e suporte aos clientes que buscam certificações internacionais como a Best Aquaculture Practices (BAP), alinhadas a princípios de produção responsável, sustentabilidade e bem-estar animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

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A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

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O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

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Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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