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Desafio da Cevada fortalece produção nos Campos Gerais e destaca liderança do Paraná

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Nos dias 27 e 28 de agosto, a cidade de Lapa (PR) será palco da quinta edição do Desafio da Cevada, considerado o maior evento do Brasil dedicado exclusivamente à cultura da cevada cervejeira. A iniciativa é promovida pela IHARA, em parceria com as cooperativas da Maltaria Campos Gerais — Agrária, Bom Jesus, Capal, Castrolanda, Coopagricola e Frísia.

O encontro, que terá a Cooperativa Bom Jesus como anfitriã, deve reunir mais de 300 produtores cooperados. A programação conta com uma competição técnica de regularidade e palestras voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade no campo.

Palestras e circuito técnico com foco em inovação

A abertura do evento, no dia 27, contará com palestra sobre o mercado da cevada ministrada pelo professor e pesquisador Marcos Fava Neves. Já no dia 28, será realizada a competição de regularidade em propriedades parceiras, com um circuito técnico conduzido por agrônomos da IHARA e produtores locais.

Durante o percurso, serão abordados os principais desafios da cultura e apresentadas soluções inovadoras para manejo, produtividade e sustentabilidade, reforçando o intercâmbio técnico entre cooperativas, empresas e agricultores.

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Paraná se consolida como polo da cevada no Brasil

De acordo com o engenheiro agrônomo Alesandro Pagnoncelli, gerente Comercial Distrital da IHARA, o Paraná desempenha papel estratégico no cultivo de cevada no país. Com cerca de 90 mil hectares de área plantada e produtividade média de 4.600 kg/ha, o estado responde por aproximadamente 35% da produção nacional de malte.

Em 2024, mais de 120 agricultores da Agrária estiveram diretamente envolvidos no avanço da cultura, o que reforça a cevada como alternativa rentável e estratégica para a região.

Tecnologias elevam produtividade e rentabilidade no campo

O Desafio da Cevada também se destaca pela apresentação de tecnologias que auxiliam no enfrentamento de pragas, doenças e plantas daninhas. Entre os destaques estão:

  • YAMATO SC: herbicida reconhecido pela eficácia no controle do azevém;
  • FUSÃO EC: fungicida preventivo de rápida absorção, eficiente contra manchas e oídio;
  • TERMINUS: inseticida de amplo espectro, indicado para controle de pulgões e lagartas.

Segundo o engenheiro agrônomo Rodolfo Caetano Gomes, o uso dessas ferramentas permite simplificar o manejo, reduzir aplicações e aumentar a eficiência fitossanitária, impactando diretamente a rentabilidade.

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Para João Marcos Fillwock, também engenheiro agrônomo da IHARA, a adoção de tecnologias modernas fortalece toda a cadeia da cevada cervejeira. “Essas soluções ajudam os agricultores a elevar a produtividade e a manter a competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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