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Dia de Campo de Inverno em Londrina destaca lançamentos de trigo e técnicas de triticultura

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O Dia de Campo de Inverno, promovido pela Embrapa Soja, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Fundação Meridional, será realizado no dia 22 de agosto, a partir das 8h, na Embrapa Soja, em Londrina (PR). O evento terá como destaque o lançamento de duas novas cultivares de trigo, BRS Macuco e IPR Batovi, além da apresentação de práticas modernas de triticultura.

Inscrições e programação

Os interessados podem se inscrever antecipadamente por meio do link: https://encurtador.com.br/AcRKd.

A programação inclui quatro estações técnicas, com foco em variedades de trigo e triticale desenvolvidas pela Embrapa e pelo IDR-Paraná. O objetivo é proporcionar aos participantes informações práticas e atualizadas sobre o cultivo do cereal, desde a escolha das sementes até o manejo integrado das lavouras.

Manejo de plantas daninhas e importância do trigo na rotação

Uma das estações técnicas será dedicada ao manejo outonal de plantas daninhas no sistema de produção trigo/soja, conduzida pelo pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas.

Outra estação destacará a importância do trigo para o sistema de produção agrícola, tema apresentado pelo pesquisador Henrique Debiasi, também da Embrapa Soja. Os conteúdos visam oferecer estratégias para aumentar a produtividade e sustentabilidade das lavouras de inverno.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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