AGRONEGÓCIO
Dia Mundial do Frango destaca protagonismo global da proteína e reforça importância da sanidade na avicultura
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Proteína avícola ganha protagonismo no cenário global
O Dia Mundial do Frango, celebrado em 10 de maio, reforça a relevância da avicultura como um dos principais pilares do sistema alimentar mundial. Presente de forma crescente na dieta global, a carne de frango se destaca por sua versatilidade, valor nutricional e competitividade de custo, ampliando sua participação tanto no consumo interno quanto no comércio internacional.
Esse avanço é sustentado por ganhos contínuos de produtividade, inovação tecnológica e rigorosos padrões sanitários, que têm elevado o nível de eficiência e segurança da cadeia produtiva.
Brasil consolida liderança nas exportações de carne de frango
O Brasil segue como um dos principais players globais do setor. Em março de 2026, o país exportou mais de 504 mil toneladas de carne de frango, gerando US$ 944,7 milhões em receita — crescimento de cerca de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado do primeiro trimestre, os embarques ultrapassaram 1,45 milhão de toneladas, estabelecendo um desempenho histórico mesmo diante de desafios internacionais. Para 2026, a produção nacional deve superar 16 milhões de toneladas, reforçando a importância estratégica da avicultura para a economia e a segurança alimentar brasileira.
Sanidade animal é fator-chave para produtividade e competitividade
O avanço do setor está diretamente ligado à integração entre genética, nutrição, manejo e, principalmente, sanidade animal. Esse último pilar é considerado determinante para garantir produtividade, bem-estar dos animais e qualidade final do produto.
Programas preventivos, biosseguridade rigorosa e uso de tecnologias de monitoramento têm reduzido perdas e ampliado a eficiência dos plantéis. Além disso, ferramentas digitais e diagnósticos laboratoriais avançados permitem decisões mais rápidas e assertivas dentro das granjas.
Tecnologia e inovação fortalecem cadeia produtiva
A modernização da avicultura tem impulsionado o uso de soluções integradas, que combinam análise de dados, monitoramento em tempo real e estratégias sanitárias personalizadas.
Segundo Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil, a evolução do setor está diretamente ligada à tecnificação da cadeia produtiva.
“Quando falamos da avicultura, estamos tratando de uma cadeia altamente tecnificada, que evolui constantemente para atender à demanda global por proteína de qualidade. Na prática, isso se traduz em iniciativas como programas de vacinação personalizados por desafio sanitário de cada região, estratégias rigorosas de biosseguridade nas granjas, monitoramento contínuo por meio de indicadores zootécnicos e ferramentas digitais, além do uso de diagnósticos laboratoriais avançados para decisões mais rápidas e assertivas”, explica.
Zoetis reforça papel estratégico no suporte ao produtor
Como parceira do setor, a Zoetis, líder global em saúde animal, atua com um portfólio voltado à inovação científica e ao suporte técnico no campo. A empresa oferece soluções que incluem vacinas, ferramentas de diagnóstico e acompanhamento especializado, contribuindo para o fortalecimento do status sanitário das granjas.
O objetivo é apoiar a adoção de práticas mais eficientes, sustentáveis e alinhadas às exigências dos mercados internacionais.
Cadeia produtiva avança com foco em eficiência e sustentabilidade
A integração entre ciência e prática tem permitido ao setor avícola evoluir de forma consistente, com ganhos em produtividade, rastreabilidade e segurança alimentar.
Para Muniz, o desenvolvimento contínuo da cadeia é essencial para atender às novas demandas globais.
“Celebrar o Dia Mundial do Frango é também reconhecer a importância de uma cadeia produtiva que não para de evoluir. Nosso papel é estar ao lado do produtor, oferecendo soluções que realmente façam a diferença no dia a dia da granja, unindo ciência, tecnologia e conhecimento aplicado para garantir produtividade com responsabilidade”, finaliza.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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