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Dólar Index deve permanecer entre 95 e 100 pontos, mas cenário geopolítico pode mudar tendência, aponta Barchart

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O dólar americano continua sendo uma das principais referências para os mercados globais, mas sua trajetória nos próximos meses deverá permanecer dentro de uma faixa relativamente estável. Essa é a avaliação de Andrew Hecht, analista da Barchart, empresa global especializada em tecnologia financeira, dados de mercado e inteligência para os setores financeiro, de mídia e commodities.

Segundo o especialista, embora o dólar index (DXY) possa registrar novas mínimas ao longo do tempo, a expectativa é que o indicador permaneça dentro de uma ampla faixa de negociação nos próximos meses, refletindo o equilíbrio entre fatores de alta e de baixa que influenciam a moeda norte-americana.

Dólar index mede força da moeda americana frente às principais divisas globais

O dólar index, conhecido pela sigla DXY, é um dos indicadores mais acompanhados pelos mercados financeiros internacionais. Ele mede o desempenho do dólar dos Estados Unidos em relação a uma cesta composta por seis moedas de grande relevância econômica: euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço.

De acordo com Hecht, o índice estava cotado em 97,78 pontos em abril deste ano e se aproximou dos 100 pontos em junho de 2026, demonstrando uma recuperação moderada ao longo do período.

O analista destaca que o DXY registrou mínima de 95,55 pontos em 27 de janeiro de 2026 e atingiu máxima de 100,64 pontos em 31 de março do mesmo ano.

“Durante os últimos 12 meses, o índice oscilou dentro de uma faixa relativamente estreita de 4,18 pontos, com o ponto de equilíbrio próximo de 98,50 pontos”, observa.

Indicadores apontam estabilidade no curto prazo

Na avaliação da Barchart, os fatores técnicos e os fundamentos macroeconômicos indicam que o dólar index tende a permanecer entre 95 e 100 pontos no curto e médio prazo.

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A análise sugere que o mercado segue sem catalisadores suficientemente fortes para provocar uma ruptura consistente dessa faixa, embora alguns eventos possam alterar esse cenário.

Para o especialista, o comportamento do índice continuará sendo influenciado pela dinâmica econômica global, pela política monetária dos principais bancos centrais e pelos fluxos internacionais de capital.

Avanço da desdolarização pode pressionar o dólar

Entre os fatores de baixa para o DXY, Hecht chama atenção para o processo de desdolarização observado em diversas economias ao redor do mundo.

Segundo ele, uma eventual aceleração desse movimento poderá fortalecer outras moedas de referência, especialmente o euro, que representa 57,6% da composição do dólar index.

Caso a moeda europeia ganhe relevância no comércio e nas reservas internacionais, o impacto tende a ser negativo para o indicador.

“O fortalecimento do euro frente ao dólar americano teria potencial para pressionar o DXY para níveis mais baixos”, avalia o analista.

Crises globais continuam favorecendo a moeda americana

Por outro lado, o dólar segue sendo considerado um dos principais ativos de proteção em momentos de incerteza econômica e geopolítica.

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Historicamente, episódios de grande instabilidade internacional costumam direcionar fluxos de capital para os Estados Unidos, fortalecendo a moeda norte-americana.

Hecht lembra que o dólar ganhou força durante a pandemia de Covid-19 em 2020 e voltou a registrar valorização significativa após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Mais recentemente, os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã também contribuíram para impulsionar o índice, que alcançou sua máxima de 2026 no final de março.

Mercado acompanha riscos geopolíticos e econômicos

A avaliação da Barchart reforça que o dólar permanece em uma posição estratégica dentro do sistema financeiro global, especialmente em períodos de aversão ao risco.

Dessa forma, qualquer deterioração do ambiente econômico internacional, novos conflitos geopolíticos ou eventos inesperados com impacto sobre os mercados poderá estimular a busca por ativos considerados seguros, beneficiando diretamente o dólar americano.

Enquanto isso, investidores, exportadores, importadores e agentes do agronegócio seguem atentos aos movimentos do DXY, uma vez que as oscilações da moeda norte-americana influenciam preços de commodities, fluxos comerciais e a competitividade das exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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