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Dólar inicia a semana em leve queda; mercado acompanha Focus e cenário fiscal brasileiro

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O dólar começou esta segunda-feira (24) em leve queda, refletindo um movimento de cautela dos investidores diante das novas projeções econômicas do Boletim Focus e das discussões sobre o ajuste fiscal no país. Às 9h, a moeda norte-americana recuava 0,09%, cotada a R$ 5,3963.

Na sexta-feira (21), o dólar havia subido 1,18%, encerrando a sessão a R$ 5,4010. Já o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,39%, aos 154.770 pontos.

Desempenho acumulado do câmbio e da bolsa

De acordo com dados do mercado financeiro:

  • Dólar:
    • Semana: +1,97%
    • Mês: +0,32%
    • Ano: –12,60%
  • Ibovespa:
    • Semana: –1,88%
    • Mês: +3,50%
    • Ano: +28,67%

O desempenho recente mostra que, enquanto o câmbio permanece pressionado por fatores externos e internos, a bolsa brasileira segue sustentada pelo fluxo positivo de investimentos e pela valorização das commodities.

Investidores de olho no Boletim Focus

O mercado começa a semana atento às novas projeções do Boletim Focus, divulgadas pelo Banco Central, que trazem as expectativas de economistas para inflação, PIB, taxa Selic e câmbio.

Esses indicadores costumam balizar decisões de investimento e podem alterar o rumo dos mercados ao longo dos próximos dias, especialmente diante de possíveis revisões na perspectiva para os juros e para o crescimento econômico.

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Incertezas fiscais ainda preocupam

Além das projeções econômicas, o cenário fiscal brasileiro segue no radar dos investidores. A expectativa é de que o governo avance em medidas de ajuste nas contas públicas e de controle da dívida, mas ainda há dúvidas sobre a execução das metas estabelecidas para o próximo ano.

A manutenção de uma taxa Selic elevada, diante das pressões inflacionárias e da lentidão na queda dos preços, também contribui para a volatilidade do câmbio e das ações.

Cenário externo influencia o humor dos mercados

No exterior, o desempenho do dólar global, as sinalizações sobre juros nos Estados Unidos e a movimentação dos preços das commodities agrícolas e energéticas seguem influenciando o comportamento dos ativos brasileiros.

A valorização de produtos como soja e milho, aliada à expectativa de maior demanda internacional, tende a favorecer a balança comercial, o que pode aliviar parte da pressão sobre o câmbio nas próximas semanas.

Expectativas para os próximos dias

Ao longo da semana, o mercado deve reagir à divulgação de indicadores domésticos, como inflação e emprego, além de acompanhar o noticiário político e econômico.

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O tom predominante, segundo analistas, é de cautela, com os investidores buscando ajustar suas posições à medida que novos dados e declarações oficiais forem divulgados.

Resumo do cenário:

O dólar abre a semana em leve baixa, refletindo a busca por equilíbrio em meio às incertezas fiscais e às novas projeções econômicas. Já o Ibovespa tenta se firmar após um período de volatilidade, apoiado em boas perspectivas para o agronegócio e no otimismo com a economia global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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