AGRONEGÓCIO
Dólar recua com foco em dados de emprego nos EUA e agenda econômica no Brasil
AGRONEGÓCIO
Dólar recua em meio à expectativa por dados de emprego nos Estados Unidos
O dólar comercial iniciou esta quarta-feira (4) em baixa frente ao real, refletindo o clima de cautela no cenário internacional e a expectativa pelos dados de emprego dos Estados Unidos. A moeda americana é negociada entre R$ 5,23 e R$ 5,25 no início do pregão, após encerrar a sessão anterior cotada a R$ 5,2495.
Segundo analistas, parte da pressão de baixa vem da adiamento da divulgação do relatório de empregos norte-americano, o que mantém investidores em compasso de espera e favorece o desempenho de moedas emergentes como o real.
Desempenho do dólar no acumulado da semana, mês e ano
Apesar da leve queda nesta quarta, o dólar ainda apresenta estabilidade no curto prazo. Confira o desempenho:
- Na semana: +0,04%
- No mês: +0,04%
- No ano: -4,36%
Esses números mostram que, mesmo com oscilações diárias, a moeda americana acumula desvalorização frente ao real em 2026, impulsionada pela melhora da percepção sobre a economia brasileira e pelo fluxo positivo de investimentos estrangeiros.
Ibovespa mantém ritmo de alta e reflete otimismo do mercado
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu o dia em alta, acompanhando o bom humor dos mercados globais e a reação positiva dos investidores aos dados econômicos domésticos.
Na véspera, o índice avançou 1,58%, encerrando aos 185.674 pontos, após ultrapassar a marca de 187 mil pontos durante o pregão.
Desempenho acumulado do índice:
- Semana: +2,38%
- Mês: +2,38%
- Ano: +15,24%
A valorização é sustentada pela entrada de capital estrangeiro e pelo bom desempenho de empresas ligadas a commodities e consumo interno.
Fatores que influenciam o câmbio e a bolsa
- Mercado de trabalho nos EUA: A divulgação do relatório de empregos norte-americano (payroll) é um dos principais termômetros da economia global. O atraso na divulgação do dado, devido a impasses políticos nos EUA, aumenta a volatilidade nos mercados.
- Política monetária e juros: Os investidores acompanham atentamente as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Apesar de manter as taxas estáveis, o mercado espera cortes graduais ao longo de 2026, o que tende a reduzir a força do dólar frente às demais moedas.
- Cenário doméstico: No Brasil, os holofotes estão sobre os indicadores de serviços e inflação, que influenciam diretamente as expectativas sobre o ritmo de cortes da taxa Selic e a valorização dos ativos locais.
Conclusão
O dólar opera em leve queda nesta quarta-feira (4), enquanto o Ibovespa segue em alta, refletindo o otimismo dos investidores diante do cenário econômico interno e externo. A atenção do mercado se volta agora aos próximos dados macroeconômicos dos Estados Unidos e às divulgações da agenda doméstica brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção
O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.
As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.
Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde
O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.
A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.
Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.
“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.
Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.
Paraná lidera produção nacional de cevada
O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.
De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.
Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo
O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.
A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.
Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.
Exportações de carne de peru ganham força
A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.
Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.
No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.
Maior oferta pressiona preços do brócolis
No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.
A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.
Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume
O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.
As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.
Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.
O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.
Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento
Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.
Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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