RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Dólar Registra Maior Alta do Ano no Brasil com Escalada do Conflito EUA-Irã

Publicados

AGRONEGÓCIO

Alta do dólar no Brasil acompanha cenário global

O dólar comercial encerrou a terça-feira (3) em forte valorização frente ao real, refletindo o aumento da aversão a risco dos investidores diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana atingiu patamares acima de R$ 5,26, marcando a maior alta percentual diária desde dezembro de 2025, quando avançou 2,34%.

No mercado futuro da B3, o contrato de abril operou acima de R$ 5,31, mantendo a tendência de alta e indicando maior volatilidade no câmbio.

Tensão geopolítica pressiona câmbio e commodities

A escalada do conflito no Oriente Médio e os riscos de interrupção no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, pressionaram o câmbio e impulsionaram os preços internacionais do petróleo. A incerteza geopolítica provocou também queda de ativos de risco, incluindo ações e títulos de mercados emergentes, em um movimento clássico de fuga para ativos seguros, como o dólar.

Reação dos investidores e mercado de derivativos

Analistas afirmam que a alta do dólar é reforçada pela liquidação de posições vendidas e ordens de stop loss no mercado de câmbio. Fernando Bergallo, diretor da FB Capital, explicou:

“O investidor precisa cobrir posição no exterior e, por isso, vende emergentes. É um movimento clássico de aversão ao risco.”

No Brasil, o avanço do dólar também influenciou o mercado de Depósitos Interfinanceiros (DI), com taxas disparando em busca de ativos mais seguros.

Leia Também:  Mercado de fertilizantes apresenta leve recuo em setembro, aponta relatório do Itaú BBA
Cotação atual do dólar no Brasil
  • Dólar comercial à vista: acima de R$ 5,26 no fechamento da sessão
  • Dólar futuro (abril/2026): acima de R$ 5,31
  • Câmbio PTAX: médias oficiais acima de R$ 5,28

O movimento acompanha a valorização global do dólar frente a moedas emergentes e reforça a cautela de investidores diante de cenários de instabilidade internacional.

Perspectivas para os próximos dias

A continuidade das tensões no Oriente Médio mantém o cenário incerto para o câmbio, com possíveis impactos sobre exportações, importações e preços de commodities. Especialistas recomendam monitoramento constante de indicadores internacionais e decisões de política monetária, que podem influenciar diretamente o comportamento do dólar e do mercado financeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Publicados

em

Por

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Mercado de fertilizantes apresenta leve recuo em setembro, aponta relatório do Itaú BBA

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Mercado interno de algodão segue com poucos negócios e indústria comprando pontualmente

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA