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Dólar sobe frente ao real com influência de cenário internacional e expectativa por encontro entre Lula e Trump

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Depois de quatro dias consecutivos de baixa, o dólar iniciou a terça-feira (21) em alta moderada frente ao real, seguindo a valorização da moeda norte-americana no mercado internacional. Às 9h32, o dólar à vista avançava 0,31%, negociado a R$ 5,3873, enquanto o contrato futuro com vencimento mais próximo subia 0,23%, a R$ 5,4025, na B3.

Na segunda-feira, a divisa havia encerrado o pregão em queda de 0,67%, cotada a R$ 5,3704, em meio a ajustes após semanas de volatilidade.

Impacto internacional: iene enfraquece e dólar ganha força

O fortalecimento do dólar foi impulsionado principalmente pela desvalorização do iene japonês, após a eleição de Sanae Takaichi como primeira-ministra do Japão — a primeira mulher a ocupar o cargo. Aliada do ex-premiê Shinzo Abe, Takaichi é considerada favorável a uma política fiscal mais expansionista, elevando expectativas de estímulos para a economia japonesa, que enfrenta crescimento lento e inflação elevada.

Às 9h32, o índice do dólar (DXY), que mede a cotação da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,35%, chegando a 98,958 pontos. O dólar também registrava ganhos sobre o euro, a libra esterlina e moedas de países emergentes, como peso chileno, peso mexicano, rand sul-africano e lira turca.

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Além disso, os investidores monitoram atentamente discursos de líderes de bancos centrais, que podem influenciar as expectativas de política monetária global.

Expectativa de encontro entre Lula e Trump movimenta o mercado

No cenário doméstico, o mercado acompanha a possibilidade de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que pode ter repercussões nas relações comerciais e na confiança dos investidores. A confirmação da reunião tende a gerar movimentações no câmbio e no mercado financeiro brasileiro.

Movimentações internas e ações do Banco Central

Com poucos indicadores econômicos programados para o dia, investidores aproveitam a recente queda do dólar para recompor posições. O foco também se mantém em Brasília, onde o governo busca alternativas para o Orçamento de 2025, após o arquivamento da Medida Provisória 1303, que previa alterações na tributação de aplicações financeiras.

Para conter a volatilidade cambial, o Banco Central realizará um leilão de 40 mil contratos de swap cambial às 11h30, destinado a rolar o vencimento previsto para 3 de novembro.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

Enquanto o dólar apresenta recuperação, o Ibovespa — principal índice da Bolsa brasileira — começou o dia estável, após subir 0,77% na segunda-feira, fechando aos 144.509 pontos.

  • Dólar
    • Semana: -0,63%
    • Mês: +0,91%
    • Ano: -13,09%
  • Ibovespa
    • Semana: +0,77%
    • Mês: -1,18%
    • Ano: +20,14%
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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