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Elicit Plant realiza tour técnico em Mato Grosso e avalia desempenho de soluções no algodão em condições de campo

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A Elicit Plant realizou, na última semana, um tour técnico em áreas produtoras de algodão no estado de Mato Grosso, com o objetivo de avaliar o desempenho de seus produtos em condições reais de campo. A ação envolveu a análise de dose, momento de aplicação e integração das soluções ao manejo adotado nas lavouras.

O trabalho também considerou a resposta das plantas ao déficit hídrico, às altas temperaturas e às variações térmicas, fatores que têm impactado diretamente a produtividade do algodão na região.

Ensaios foram realizados em quatro importantes polos algodoeiros de Mato Grosso

As avaliações foram conduzidas em quatro municípios estratégicos para a cotonicultura brasileira:

  • Sorriso
  • Sapezal
  • Campo Verde
  • Primavera do Leste

As áreas são acompanhadas por instituições e consultorias de referência no setor, incluindo a Fundação MT, o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA-MT), além da J&A Consultoria e da Ceres Consultoria Agronômica.

A diversidade de ambientes permitiu observar o comportamento das plantas sob diferentes condições de solo, clima e manejo agrícola.

Avaliação busca precisão no posicionamento das tecnologias

Segundo o responsável pela Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o objetivo do tour técnico é gerar informações mais precisas para a recomendação das tecnologias utilizadas na cultura do algodão.

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Ele destaca que a definição correta de dose e momento de aplicação é determinante para o desempenho das soluções no campo.

Sulzbach explica que, no algodão, ajustes de posicionamento podem impactar diretamente a arquitetura da planta e sua capacidade de suportar períodos de estresse climático.

Resultados preliminares indicam respostas positivas no campo

Durante as avaliações, as equipes técnicas observaram sinais iniciais de resposta das plantas, como maior equilíbrio vegetativo e melhor conformação estrutural em diferentes manejos.

Também foram registrados indícios de maior tolerância ao estresse climático, embora os resultados ainda sejam considerados preliminares.

De acordo com a empresa, a consolidação dos dados dependerá da colheita, prevista para ocorrer entre 30 e 60 dias, quando será possível mensurar o impacto direto sobre a produtividade.

Compatibilidade com manejos e ausência de fitotoxicidade

Outro ponto analisado durante o tour técnico foi a compatibilidade das aplicações em mistura de tanque com outros produtos utilizados no manejo do algodão.

Os resultados indicaram ausência de fitotoxicidade e nenhuma interferência negativa quando as soluções foram aplicadas em conjunto com reguladores de crescimento.

Esses fatores são considerados fundamentais para a incorporação das tecnologias à rotina operacional das propriedades, especialmente em sistemas de produção intensivos como o do algodão mato-grossense.

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Pressão climática reforça demanda por soluções tecnológicas

A ampliação dos testes ocorre em um cenário de maior preocupação dos produtores com eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas, ondas de calor e variações bruscas de temperatura.

Segundo Sulzbach, o desenvolvimento de soluções eficientes passa pela validação em campo:

“O agricultor precisa de ferramentas que ajudem a preservar o potencial produtivo da cultura diante de estresses climáticos. O trabalho a campo permite transformar observações em recomendações práticas e seguras”, destacou.

Próximos passos e consolidação dos resultados

Após a colheita, a Elicit Plant deve consolidar os dados obtidos nos quatro municípios e realizar a comparação dos tratamentos avaliados.

As informações serão utilizadas para ajustar recomendações de dose, posicionamento e manejo das soluções voltadas à cultura do algodão, ampliando a precisão técnica das orientações ao produtor.

O estudo reforça a tendência de intensificação da agricultura baseada em dados e validação em campo, especialmente em culturas de alta exigência tecnológica como o algodão no Mato Grosso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trigo: El Niño aumenta risco climático e produção brasileira pode cair 20% na safra 2026/27

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O mercado brasileiro de trigo entra na safra 2026/27 cercado por desafios. A combinação de redução da área cultivada, custos elevados de produção e a confirmação do fenômeno El Niño deve impactar significativamente a produção nacional, que pode registrar queda próxima de 20% em relação ao ciclo anterior.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário de maior risco para os produtores, especialmente devido aos possíveis efeitos climáticos sobre a qualidade dos grãos.

Plantio avança, mas produtores reduzem investimentos

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura do trigo já alcançou 45,3% da área prevista para a temporada 2026/27. As condições iniciais das lavouras são consideradas favoráveis, principalmente na Região Sul, onde a umidade tem contribuído para a boa emergência das plantas e o desenvolvimento vegetativo.

Apesar disso, o ambiente econômico segue desafiador. A rentabilidade considerada insatisfatória tem levado muitos produtores a reduzirem investimentos e diminuírem a área destinada ao cereal.

A projeção da Conab aponta retração de 13,4% na área cultivada. Somada a uma expectativa de produtividade 7,6% menor, a produção brasileira deverá atingir aproximadamente 6,2 milhões de toneladas, representando uma queda de cerca de 20% frente ao ciclo anterior.

Além da redução de área, os custos mais elevados de produção têm limitado o uso de tecnologias e investimentos em manejo, fator que também contribui para o viés baixista da safra.

El Niño amplia preocupação com a qualidade do trigo

A confirmação do El Niño adiciona uma nova camada de incerteza ao mercado. Embora o fenômeno possa favorecer o fornecimento de água durante as fases iniciais de desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo preocupa produtores e analistas.

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O principal risco está relacionado ao aumento da incidência de doenças e à perda de qualidade dos grãos na fase final de maturação e colheita, situação historicamente observada em anos sob influência do fenômeno climático.

A qualidade do trigo é um fator decisivo para a indústria moageira e para a formação dos preços, tornando o clima uma variável estratégica para o mercado nos próximos meses.

Mercado doméstico registra valorização durante a entressafra

Enquanto a nova safra está sendo implantada, os preços do trigo seguem firmes no mercado interno. No Paraná, principal estado produtor do país, o cereal foi negociado próximo de R$ 70 por saca na primeira quinzena de junho, acumulando valorização nos últimos 30 dias.

O movimento reflete a baixa liquidez típica do período de entressafra. Produtores permanecem retraídos nas vendas, enquanto os moinhos adotam postura cautelosa diante das dificuldades de repassar aumentos aos preços da farinha.

A valorização recente do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas, elevando a paridade de importação e fortalecendo o mercado interno.

Cenário internacional segue volátil

No mercado global, o trigo apresentou forte volatilidade entre maio e junho. As cotações em Chicago chegaram a superar US$ 6,60 por bushel durante maio, impulsionadas pela seca nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

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No entanto, o avanço da colheita no Hemisfério Norte, a melhora das condições climáticas em áreas produtoras americanas e perspectivas mais favoráveis para a safra russa provocaram correções nos preços no início de junho.

Apesar disso, persistem incertezas relevantes em importantes origens globais, como Ucrânia e Rússia, o que mantém o mercado sensível a qualquer alteração climática ou geopolítica.

Dependência de importações deve continuar elevada

Com a perspectiva de menor produção nacional, o Brasil deve manter elevada dependência das importações para abastecer o mercado interno.

Nesse contexto, a formação dos preços domésticos continuará fortemente influenciada pelo câmbio e pela competitividade do trigo argentino, principal fornecedor do cereal ao mercado brasileiro.

A expectativa é que os preços permaneçam sustentados durante a entressafra, embora o amplo abastecimento global limite movimentos mais expressivos de valorização no mercado internacional.

Perspectivas para o setor

O cenário para o trigo em 2026/27 combina fundamentos de oferta mais restrita no Brasil com riscos climáticos crescentes associados ao El Niño. Para os produtores, o momento exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, estratégias de comercialização e gestão de riscos.

Enquanto o mercado acompanha a evolução do clima e do plantio, a qualidade da safra deverá ser um dos principais fatores para determinar o comportamento dos preços e a competitividade do cereal brasileiro nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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