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Eloos Batata discute manejo e controle de doenças na bataticultura em Camanducaia-MG

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Especialistas e consultores se reuniram na última semana na cidade mineira de Camanducaia para o encontro técnico Eloos Batata, promovido pela Sipcam Nichino Brasil. O evento teve como objetivo apresentar estratégias de manejo e soluções para o controle de doenças que afetam a produção de batata.

Grupo Eloos Batata fortalece discussões sobre fitossanidade

O grupo Eloos Batata foi criado para fomentar um fórum permanente de debates voltado às principais questões fitossanitárias da batata no Brasil. O encontro contou com apresentações técnicas de especialistas, que detalharam a incidência e estratégias de controle de doenças como pinta-preta e Rhizoctoniose (mancha-asfalto), responsáveis por perdas significativas na qualidade da cultura.

Soluções da Sipcam Nichino apresentam alta eficácia

Durante o evento, foram destacadas duas soluções da Sipcam Nichino voltadas à proteção da bataticultura: Soleado® e Pulsor® 240 SC.

  • Soleado®: Recém-lançado, o produto demonstrou eficácia entre 93% e 95% no controle da pinta-preta em testes e pesquisas. Marcelo Palazim, engenheiro agrônomo e coordenador de marketing de especialidades da empresa, ressaltou que o fungicida previne a entrada de doenças e inibe novos ciclos de desenvolvimento de patógenos, sendo seletivo para culturas como batata, tomate e café. Além disso, Soleado® mostrou consistência no manejo de resistência de patógenos a fungicidas sistêmicos.
  • Pulsor® 240 SC: Aplicado no sulco de plantio, o fungicida é específico para o controle da Rhizoctoniose, atuando de forma preventiva e curativa sobre diversas raças do Rhizoctonia solani. Segundo Palazim, o produto apresenta efeito residual prolongado e boa relação custo-benefício, oferecendo segurança ao produtor contra a podridão da batata causada pela doença.
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Impacto para a bataticultura brasileira

Os especialistas reforçaram que o uso estratégico de fungicidas, aliado a técnicas de manejo adequadas, é essencial para reduzir perdas e aumentar a produtividade da batata. O grupo Eloos Batata se consolida como uma iniciativa importante para orientar produtores e apoiar decisões técnicas baseadas em pesquisas e resultados de campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

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Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

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O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

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Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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