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Emater-MG lança cartilha gratuita com boas práticas para apicultura

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A Emater-MG disponibilizou a cartilha “Apicultura: Boas Práticas de Agropecuária”, que reúne informações essenciais sobre manejo, segurança e qualidade na produção de mel e outros produtos das abelhas. A publicação gratuita está disponível na Livraria Virtual da Emater-MG e pode ser acessada diretamente pelo site da instituição.

Conteúdo técnico para iniciantes e produtores experientes

Elaborada pela engenheira agrônoma Márcia Portugal, coordenadora estadual de Pequenos Animais da Emater-MG, a cartilha aborda desde a biologia das abelhas até orientações práticas sobre manejo, alimentação e proteção das colmeias. Segundo a autora, a apicultura alia geração de renda à conservação ambiental.

“Além de contribuir com a polinização das plantas, a criação de abelhas oferece ao produtor rural uma importante fonte de renda com a venda de mel, cera, própolis, geleia real e outros produtos”, destaca Márcia Portugal.

Equipamentos de proteção e uso correto do fumigador

O guia traz recomendações sobre equipamentos de proteção individual (EPIs), como macacão e máscara de cor clara, luvas e botas em bom estado. O uso correto do fumigador é enfatizado como essencial para reduzir ações defensivas das abelhas durante o manejo. A autora alerta que a fumaça deve ser fria e livre de contaminantes, evitando materiais de origem animal ou derivados de petróleo, que podem prejudicar a saúde das abelhas e a qualidade do mel.

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Localização do apiário e condições ideais

A cartilha detalha critérios para a instalação do apiário: terreno plano ou levemente inclinado, ensolarado, protegido de ventos frios, com água limpa próxima e afastada de fontes de contaminação. A distância adequada entre colmeias e a escolha de locais seguros são fatores determinantes para a produtividade e segurança de pessoas e animais.

Manejo de colmeias e alimentação artificial

O material apresenta técnicas de formação e manutenção de enxames, incluindo compra de colmeias de apicultores confiáveis, captura de enxames voadores e união de colmeias fracas para fortalecer colônias.

A alimentação artificial, indicada para períodos de escassez de floradas ou enxames fracos, também é detalhada com receitas simples de alimentos energéticos e proteicos, preparados com açúcar, mel e farelo de soja. Márcia Portugal orienta que a alimentação artificial deve ser interrompida antes do início da florada, evitando contaminação do mel.

Revisões periódicas garantem saúde e produtividade

A cartilha recomenda revisões regulares das colmeias em dias ensolarados, observando o estado dos favos, a presença da rainha e sinais de doenças ou pragas. Essas práticas são essenciais para manter a saúde das abelhas e a qualidade da produção.

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Sustentabilidade e competitividade no mercado

Para Márcia Portugal, o uso das boas práticas apícolas fortalece a produção de forma sustentável.

“A apicultura oferece oportunidades econômicas de maneira ambientalmente responsável. Com a adoção das boas práticas agropecuárias, o produtor garante qualidade e competitividade no mercado”, conclui.

Cartilha Apicultura

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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