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Estiagem e calor já provocam perdas na safrinha de milho no Paraná, aponta AgRural

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A safra de milho safrinha 2026 no Brasil começa a registrar os primeiros impactos negativos das condições climáticas adversas. Segundo levantamento da AgRural, a combinação de estiagem e calor já provoca perdas em lavouras no oeste do Paraná, uma das principais regiões produtoras do país.

Plantio da safrinha avança e atinge 99% no Centro-Sul

Mesmo com o fechamento da janela ideal de plantio em todas as regiões do Centro-Sul, os trabalhos de semeadura avançaram na última semana nas áreas que ainda estavam pendentes.

De acordo com a AgRural, o plantio da safrinha alcançou 99% da área total até a última quinta-feira (26). Com exceção do Paraná, todos os demais estados já concluíram a semeadura.

Norte do Paraná migra para trigo e coberturas de inverno

No norte paranaense, parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho dentro do prazo ideal foi direcionada para o cultivo de trigo e outras culturas de cobertura de inverno.

Essa mudança reflete a estratégia dos produtores para reduzir riscos diante do atraso no calendário agrícola.

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Oeste do Paraná concentra maior preocupação com perdas

A principal preocupação da safra neste momento está concentrada no oeste do Paraná. A região, que finalizou o plantio no início de março, enfrenta dificuldades devido à baixa umidade do solo.

Apesar das chuvas registradas na última semana, o volume ainda não foi suficiente para reverter o quadro. Segundo produtores locais, já há perdas consolidadas em lavouras que entraram na fase reprodutiva, etapa crítica para a definição da produtividade.

Demais regiões apresentam bom desenvolvimento das lavouras

Enquanto o Paraná enfrenta dificuldades, as lavouras de milho safrinha nos demais estados do Centro-Sul apresentam bom desenvolvimento, beneficiadas por condições climáticas mais favoráveis, especialmente com a regularidade das chuvas.

Produção nacional de milho é revisada para baixo

Diante do cenário, a AgRural revisou sua estimativa para a produção total de milho do Brasil na safra 2025/26.

A projeção foi reduzida de 136,2 milhões para 135,7 milhões de toneladas, considerando a soma das três safras (primeira, segunda e terceira).

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O ajuste ocorreu principalmente devido à redução da área plantada da safrinha em regiões onde o plantio foi significativamente atrasado.

Produtividade ainda será confirmada em campo

Apesar da revisão na produção total, as estimativas de produtividade ainda não foram alteradas. As projeções atuais seguem baseadas em tendências históricas.

A partir de abril, esses números começarão a ser substituídos por levantamentos de campo mais precisos, que deverão indicar com maior clareza os impactos reais das condições climáticas sobre a safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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