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Etanol amplia perdas em abril e registra forte queda semanal em Paulínia

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O mercado de etanol no Brasil iniciou abril em trajetória de queda, com recuos relevantes tanto no indicador semanal quanto no diário. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostram aumento da pressão sobre os preços, especialmente no estado de São Paulo.

Queda semanal do etanol hidratado se intensifica

Entre os dias 6 e 10 de abril, o etanol hidratado apresentou desvalorização no mercado paulista. De acordo com o indicador semanal do CEPEA, o biocombustível foi negociado a R$ 2,7873 por litro, registrando queda de 3,47% frente à semana anterior.

O movimento confirma o processo de ajuste nas cotações após o ciclo de alta observado em março, indicando mudança no ritmo do mercado neste início de abril.

Indicador diário em Paulínia reforça movimento de baixa

No Indicador Diário em Paulínia, importante referência para o setor de combustíveis, os preços também recuaram.

Na sexta-feira (10), o etanol hidratado foi cotado a R$ 2.812,50 por metro cúbico, com queda de 1,59% em relação ao dia anterior.

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Abril acumula perdas relevantes no mercado de etanol

Com o desempenho recente, o Indicador Diário Paulínia acumula retração de 7,10% ao longo de abril, evidenciando um cenário de maior pressão sobre os preços do biocombustível.

O comportamento reflete um ambiente de mercado mais ofertado e em fase de ajuste, com impacto direto nas cotações.

Perspectivas para o mercado

A sequência de quedas indica um período de acomodação após as valorizações recentes. O setor segue atento aos próximos movimentos de oferta e demanda, além da competitividade do etanol frente a outros combustíveis no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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