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Etanol inicia safra 2026/27 em queda, com preços nos menores níveis em quase dois anos

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O mercado de etanol no Brasil iniciou a safra 2026/27 sob forte pressão de oferta e demanda enfraquecida, resultando em queda consistente dos preços tanto nas usinas quanto nos postos de combustíveis. Levantamentos do Cepea e da ANP indicam que o biocombustível atravessa um momento de desvalorização, refletindo um ambiente de incertezas para o setor.

Preços nas usinas atingem menor nível desde 2024

De acordo com pesquisadores do Cepea, a média de preços do etanol hidratado em abril — primeiro mês oficial da nova safra — registrou o menor patamar em termos reais desde junho de 2024. O movimento é consequência direta do aumento da oferta, impulsionado pelo avanço acelerado da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, favorecido pelo clima mais seco e com menor volume de chuvas.

Apesar da maior disponibilidade do produto, o ritmo de comercialização foi limitado. As vendas realizadas pelas usinas ocorreram de forma pontual, com volumes reduzidos, enquanto distribuidoras se mantiveram afastadas das compras ao longo do mês.

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Ainda assim, o volume total comercializado apresentou crescimento expressivo. Em São Paulo, principal polo produtor, as vendas de etanol hidratado avançaram 75,1% na comparação com março e 24,8% frente a abril do ano passado.

Queda também chega aos postos

No varejo, os preços do etanol acompanharam o movimento de baixa. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio ao consumidor caiu 2,8% na última semana de abril, passando de R$ 4,69 para R$ 4,56 por litro no período de 26 de abril a 3 de maio.

Entre os estados, Rondônia registrou o maior preço médio, a R$ 5,68 por litro, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou o menor, a R$ 4,38 por litro. O maior valor individual foi observado no Acre, chegando a R$ 6,60 por litro, e o menor em São Paulo, a R$ 3,06.

Em São Paulo, o preço médio semanal recuou 5,1%, saindo de R$ 4,52 para R$ 4,29 por litro, refletindo a maior oferta regional.

Gasolina e diesel também recuam

O movimento de queda não se restringiu ao etanol. A gasolina comum teve redução média de 1,5% no país, passando de R$ 6,77 para R$ 6,67 por litro. O maior preço médio foi registrado em Roraima (R$ 7,74), enquanto o menor ficou no Distrito Federal (R$ 6,27).

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Já o óleo diesel S-500 apresentou recuo mais expressivo, de 4,4%, com o preço médio nacional passando de R$ 7,43 para R$ 7,10 por litro.

Setor monitora impacto na safra

O cenário atual acende um sinal de alerta para o setor sucroenergético. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a combinação de preços mais baixos do etanol e do açúcar pode comprometer a rentabilidade da safra 2026/27, especialmente em um contexto de incertezas quanto à demanda e à dinâmica dos mercados internacionais.

Com oferta elevada e consumo ainda moderado, o mercado deve seguir atento aos próximos movimentos de comercialização, ao comportamento das distribuidoras e às condições macroeconômicas que influenciam o consumo de combustíveis no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Massari Fértil e Morro Verde investem R$ 20 milhões e triplicam produção de fosfato natural em Pratápolis (MG)

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Expansão reforça indústria nacional de fertilizantes

A Massari Fértil e a Morro Verde, após a fusão anunciada em janeiro de 2026, consolidaram posição entre as principais empresas brasileiras de fertilizantes naturais. O grupo alcança faturamento estimado de R$ 500 milhões e capacidade produtiva superior a 3 milhões de toneladas por ano.

Como parte do plano de expansão, a companhia concluiu um investimento de R$ 20 milhões na unidade de fosfato localizada em Pratápolis (MG), voltado à ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo (FNR).

Produção de FNR é triplicada com modernização da planta

Com o aporte, a capacidade produtiva da unidade passou de aproximadamente 400 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas anuais, representando um crescimento expressivo e consolidando a empresa entre os principais fornecedores nacionais de fosfatos naturais para o agronegócio.

O projeto foi iniciado em 2025 e faz parte da estratégia de expansão da companhia, com foco em aumentar a competitividade da indústria brasileira de fertilizantes e reduzir a dependência de insumos importados.

Investimento gera impacto econômico em Minas Gerais

Além dos ganhos industriais, a expansão deve gerar impactos diretos na economia regional. A expectativa é de criação de empregos diretos e indiretos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e aumento da movimentação econômica em Pratápolis e municípios do entorno.

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A iniciativa também contribui para o desenvolvimento do setor mineral e industrial ligado à cadeia de fertilizantes, considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Estratégia busca maior autonomia do agronegócio brasileiro

Segundo o CEO da Massari Fértil e Morro Verde, Sérgio Ailton Saurin, o investimento reforça a preparação da companhia para um novo ciclo de crescimento.

“Estruturamos uma operação mais robusta e eficiente, preparada para sustentar nosso crescimento nos próximos anos e atender às necessidades do mercado interno com mais competitividade”, afirmou.

O executivo destaca ainda a importância estratégica do setor de fertilizantes para o país.

“O Brasil ocupa uma posição estratégica no agronegócio global e precisa avançar continuamente em autonomia e eficiência no fornecimento de insumos. Investimentos como este fortalecem a indústria nacional, geram valor para o produtor rural e impulsionam o desenvolvimento econômico das regiões onde atuamos”, completou.

Fertilizantes ganham papel central no agro brasileiro

A ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo reforça o movimento de fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes, um dos pilares estratégicos para a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro.

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Com maior capacidade produtiva interna, o setor busca reduzir gargalos de oferta e ampliar a segurança no abastecimento de insumos essenciais para a produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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