RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

EUA e União Europeia oficializam acordo comercial com tarifas e exceções definidas

Publicados

AGRONEGÓCIO

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) formalizaram um novo acordo comercial que estabelece alíquotas tarifárias específicas e amplia a lista de exceções em setores estratégicos. O texto, que já havia sido anunciado no mês passado, será publicado oficialmente no Federal Register, diário oficial norte-americano, nesta quinta-feira (25).

Tarifas detalhadas por setor

Segundo o documento oficial, os EUA aplicarão tarifas de nação mais favorecida (MFN) a diversos produtos europeus. Entre os itens incluídos estão:

  • Aeronaves e peças de aeronaves
  • Cortiça
  • Medicamentos genéricos
  • Insumos químicos

As alíquotas variam conforme o tipo de produto:

  • 0% para determinados medicamentos
  • 2,5% para alguns veículos
  • 4% para partes metálicas
  • Até 6,5% em categorias específicas de químicos industriais
Redução gradual para veículos e autopeças

O acordo prevê reduções progressivas nas tarifas de veículos e autopeças europeias, condicionadas a contrapartidas da União Europeia. A medida busca equilibrar o comércio bilateral e incentivar negociações futuras em setores estratégicos da indústria automotiva.

Isenções para agricultura, metais e insumos industriais

Além das tarifas, o acordo estabelece isenções específicas para produtos agrícolas, metais e insumos industriais. Essas medidas retiram sobretaxas impostas por ordens executivas anteriores, facilitando o comércio e fortalecendo a cooperação econômica entre os blocos.

Leia Também:  Trigo Argentino Ganha Espaço no Brasil Após Milei Zerar Imposto e Pressiona Produtores Nacionais
Impacto esperado

Analistas apontam que o acordo deve reduzir tensões comerciais entre EUA e UE, aumentar previsibilidade para exportadores e permitir ajustes graduais em setores sensíveis, como a indústria automotiva e farmacêutica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

Publicados

em

Por

A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Leia Também:  Investimentos em Máquinas e Equipamentos caem em agosto e indicam retração no setor

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

Leia Também:  Instabilidade global encarece o campo e afetam custos e decisões do produtor

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA