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Eucalipto no Rio Grande do Sul enfrenta perdas e desafios de manejo, aponta Emater

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Produção de eucalipto no RS apresenta perdas e produtividade abaixo do potencial

O cultivo de eucalipto no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de desafios, com variações de produtividade e perdas em diferentes regiões. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, fatores climáticos, falhas no manejo e redução de investimentos têm impactado diretamente o desempenho das florestas no estado.

Região de Lajeado: clima favorece, mas manejo limita produtividade

Na região administrativa de Lajeado, as condições de temperaturas elevadas e baixa precipitação têm favorecido o desenvolvimento das florestas.

Apesar disso, a produtividade segue abaixo do potencial genético das mudas. Um dos principais fatores apontados é a ausência de análise adequada do solo antes do plantio, o que compromete o desempenho das áreas cultivadas.

Além disso, muitas propriedades deixam de realizar práticas essenciais de manejo após os primeiros anos de implantação. Entre as técnicas pouco adotadas estão o raleio, o desgalho e a retirada de árvores com baixo desempenho.

Baixa rentabilidade reduz investimentos na atividade

A rentabilidade limitada tem desestimulado novos investimentos na silvicultura. Na região, os preços do eucalipto variam conforme a localização:

  • Cerca de R$ 36,00 por estéreo em áreas mais altas
  • Aproximadamente R$ 95,00 por estéreo à beira de estradas
  • Até R$ 120,00 por estéreo em regiões próximas aos centros consumidores
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Esse cenário contribui para a redução dos cuidados com as florestas, impactando diretamente a produtividade e a qualidade da madeira.

Eventos climáticos causam perdas e dificultam recomposição

O informativo também destaca os impactos de eventos climáticos recentes, como cheias, que provocaram perdas significativas de cobertura vegetal, especialmente em áreas ciliares e de encosta.

Embora existam iniciativas de recomposição florestal conduzidas por organizações, muitas ainda ocorrem de forma pouco estruturada, com foco apenas no plantio de mudas.

A falta de preparo adequado do solo e a limitação na oferta de espécies nativas nos viveiros — que priorizam espécies de maior valor econômico — são entraves adicionais para a recuperação das áreas afetadas.

Região de Santa Maria tem cenário mais estável e preços em alta

Na região administrativa de Santa Maria, o cenário é mais positivo. Apesar das chuvas irregulares, as áreas implantadas na última safra não apresentaram impactos relevantes.

As atividades de manejo seguem em andamento, com destaque para capinas, roçadas para controle de plantas daninhas e monitoramento de formigas cortadeiras.

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A oferta reduzida, especialmente de toras, tem contribuído para a elevação dos preços na região.

Expansão agrícola reduz área de silvicultura no estado

Outro ponto observado no levantamento é a redução das áreas destinadas ao cultivo de eucalipto, em função da expansão de culturas agrícolas.

Esse movimento reforça os desafios enfrentados pela silvicultura no estado, que precisa lidar com menor disponibilidade de área, custos elevados e necessidade de maior eficiência produtiva.

Setor enfrenta desafios estruturais e demanda maior planejamento

O cenário atual evidencia que a produção de eucalipto no Rio Grande do Sul depende de melhorias no manejo, maior planejamento e investimentos mais consistentes.

Sem a adoção de práticas adequadas e estratégias de recuperação das áreas afetadas, a tendência é de manutenção das perdas e produtividade abaixo do potencial nas florestas do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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