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Evento em Mossoró (RN) reuniu produtores e distribuidores para apresentar novas variedades voltadas à exportação e demandas do mercado internacional.

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Experience Day 2025 reforça presença no setor de exportação

A HM.CLAUSE realizou de 23 a 26 de setembro a 5ª edição do Experience Day em sua Estação de Pesquisa e Desenvolvimento, em Mossoró (RN). O evento contou com a participação de cerca de 50 produtores, distribuidores e parceiros comerciais, consolidando-se como referência no setor e destacando o semiárido potiguar como região estratégica para a fruticultura de exportação.

Novas variedades de melão e melancia

Durante os quatro dias, a empresa apresentou novas variedades de melão e melancia desenvolvidas especialmente para atender ao mercado internacional, com foco em:

  • Sanidade e uniformidade dos frutos
  • Maior vida útil pós-colheita
  • Resistência a pragas e doenças

Entre os destaques, estiveram:

  • Melancias Crimson: Mambo, Excelsior e Exceed
  • Melancias Tiger: Sarabi e Mufasa
  • Melões: Gália, Amarelo e Orange

“Nossos materiais foram testados em condições reais de campo, garantindo qualidade e adequação às exigências de exportação”, afirma Gilney Moura, gerente de vendas da HM.CLAUSE Brasil.

Tendências de mercado e inovação genética

O evento também destacou tendências internacionais, como a valorização das minimelancias no mercado europeu, que buscam frutas menores e de consumo prático. No melão, variedades como o tipo Gália, com resistência à mosca-minadora e frutos menores, foram desenvolvidas para melhor aceitação no exterior.

“O Experience Day nos permite antecipar demandas e oferecer genética alinhada às tendências globais”, comenta Moura.

Experiência prática para clientes

O formato do evento, com visitas personalizadas e em pequenos grupos, possibilitou aos participantes:

  • Observar o desempenho das variedades em campo
  • Participar de conversas técnicas
  • Degustar os frutos colhidos

“Ver os materiais em teste é fundamental para escolher produtos que atendam aos nossos clientes e identificar novidades interessantes para o negócio”, diz Antônio Ricardo Queiroz Peixoto, da CY Matsumoto.

Relevância econômica do Rio Grande do Norte

Segundo o IBGE, em 2024 o Rio Grande do Norte produziu:

  • 505.212 toneladas de melão, movimentando R$ 858 milhões
  • 147.901 toneladas de melancia, com valor de R$ 124 milhões
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Mossoró se mantém como principal região produtora, reforçando o protagonismo do semiárido potiguar nas exportações brasileiras.

Fortalecimento de relações e perspectivas futuras

Para Moura, o Experience Day fortalece o relacionamento entre empresa, produtores e distribuidores:

“O evento é cada vez mais consolidado. Os clientes percebem o valor de acompanhar de perto a evolução genética e tecnológica da HM.CLAUSE”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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