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Expointer 2025: RS projeta alta de 27% na produção de grãos com destaque para soja e milho

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Durante a Expointer 2025, realizada nesta terça-feira (2), a Emater/RS-Ascar apresentou as primeiras estimativas para a safra de verão 2025/26. O levantamento aponta que o Rio Grande do Sul deve produzir 35,3 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 27,3% em relação à safra anterior, que somou 27,7 milhões de toneladas. Os números englobam culturas como soja, milho, arroz, feijão, sorgo e milho silagem.

Milho tem aumento de área cultivada

O milho grão terá destaque, com crescimento de 9,31% na área plantada, passando de 718,1 mil para 785 mil hectares. Mesmo com leve queda de produtividade (de 7.378 para 7.376 quilos por hectare), a produção deverá alcançar 5,79 milhões de toneladas, alta de 9,45% frente à safra anterior.

Já o milho silagem terá expansão de 2,74% na área, chegando a 366 mil hectares, com produtividade projetada em 38,3 mil quilos por hectare. O resultado esperado é uma colheita de 14 milhões de toneladas, aumento de 8,29%.

Soja deve liderar com alta de 57%

Principal cultura do estado, a soja deve alcançar 21,4 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 57,14% em relação às 13,6 milhões da safra passada. A produtividade projetada é de 3.180 quilos por hectare, um salto de 58,29% frente ao ciclo 2024/25, mesmo com redução de 0,80% na área plantada, que será de 6,74 milhões de hectares.

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Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, regiões como Bagé, Ijuí e Santa Maria terão mais de 1 milhão de hectares cultivados cada, consolidando-se como polos estratégicos.

Feijão e arroz terão retração

O feijão da primeira safra deve ter queda de 15,27% na área cultivada, reduzida para 26 mil hectares. Com produtividade estimada em 1.779 quilos por hectare, a produção deve somar 46,4 mil toneladas, recuo de 17,27% frente ao ciclo anterior.

Já o arroz, conforme dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), terá diminuição de 5,17% na área e queda de 8,10% na produção, passando de 8,76 milhões para 8,05 milhões de toneladas.

Inclusão do sorgo na estimativa

Pela primeira vez, o sorgo aparece nas projeções da Emater/RS-Ascar, com destaque para Bagé, que cultiva mais de 8 mil hectares. No total, a área destinada ao grão no estado é de 11,8 mil hectares.

Clima: previsão favorece plantio

De acordo com o meteorologista da Seapi, Flávio Varone, a primavera deve ter chuvas dentro da média em setembro e outubro, mas novembro será mais seco. As temperaturas ficarão acima da média até o verão, que terá chuvas regulares, criando condições favoráveis para o avanço do plantio.

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Operação Terra Forte fortalece agricultura gaúcha

Além das projeções de safra, a Emater/RS-Ascar anunciou investimentos no programa Operação Terra Forte, que visa recuperação de solos e apoio à agricultura familiar. O projeto inclui renovação da frota de veículos da instituição e contratação de 144 novos extensionistas.

Segundo o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, o programa é fruto de parceria estratégica e deve beneficiar 15 mil famílias de agricultores em todo o estado. A iniciativa foi destacada também pelos secretários Edvilson Brum (Seapi) e Vilson Covatti (SDR), que ressaltaram o impacto positivo na produtividade e na sustentabilidade da agricultura gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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