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Exportações de carne bovina e madeira para América do Norte avançam e impulsionam movimentação no Porto de Paranaguá

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O fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e os países que sediarão a Copa do Mundo de 2026 tem impulsionado o fluxo de cargas pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No primeiro trimestre deste ano, as operações de exportação e importação com Estados Unidos, México e Canadá movimentaram cerca de 270 mil toneladas, consolidando a América do Norte como um dos principais mercados atendidos pelo terminal paranaense.

Dados da plataforma Dataliner, compilados pela área de inteligência de mercado da TCP, mostram que a região já havia registrado forte movimentação em 2025, quando mais de 1,1 milhão de toneladas passaram pelo terminal em operações de comércio exterior.

Exportações lideram fluxo comercial com a América do Norte

Ao longo de 2025, as exportações responderam pela maior parte da movimentação, somando 950,8 mil toneladas, enquanto as importações alcançaram 190,5 mil toneladas.

Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de diversas cargas ligadas ao agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Nos três primeiros meses de 2026, as exportações totalizaram 231,9 mil toneladas, enquanto as importações atingiram 38 mil toneladas, demonstrando a continuidade do forte desempenho logístico da rota.

Carne bovina amplia presença no mercado norte-americano

Um dos principais destaques do período foi o crescimento das exportações de carne bovina. Entre janeiro e março, os embarques para a América do Norte alcançaram 35,7 mil toneladas, volume 19% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas da proteína brasileira, representando aumento de 26% na comparação anual.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a demanda norte-americana pela carne bovina brasileira segue aquecida, favorecendo o crescimento das operações.

“O mercado dos Estados Unidos é um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e a estrutura da TCP oferece capacidade logística adequada para atender essa demanda crescente”, destaca.

O desempenho reforça o resultado histórico alcançado pelo terminal em 2025, quando foram embarcadas mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina, crescimento de 53% em relação ao ano anterior.

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Madeira continua líder entre os produtos exportados

A madeira manteve a liderança entre os produtos exportados para a América do Norte. No primeiro trimestre de 2026, os embarques totalizaram 110 mil toneladas, avanço de 12% sobre igual período de 2025.

O produto possui ampla utilização nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, tornando-se uma das principais cargas movimentadas pelo terminal.

De acordo com Mattos, a solidez da demanda norte-americana por madeira e proteína animal segue sustentando o fluxo comercial entre os países.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das mudanças mais significativas observadas neste início de ano foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

Entre janeiro e março, o país recebeu 130,4 mil toneladas de produtos brasileiros, superando os Estados Unidos, que registraram 93 mil toneladas.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de madeira, que atingiram 55 mil toneladas, alta de 33% em relação ao mesmo período de 2025.

Além disso, os embarques de papel somaram 35,7 mil toneladas, enquanto a carne de frango alcançou 26,7 mil toneladas destinadas ao mercado mexicano.

Canadá registra forte crescimento nas compras

Embora ainda represente uma parcela menor do comércio regional, o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre os parceiros comerciais da TCP.

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As exportações para o país praticamente dobraram no primeiro trimestre, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O segmento de papel liderou a expansão, com volume cinco vezes superior ao registrado no ano anterior. Também cresceram os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Infraestrutura fortalece competitividade das exportações

Para atender ao crescimento da demanda internacional, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares conectando Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México, além de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

A estrutura logística também inclui a maior capacidade de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.280 tomadas para unidades reefer, fator estratégico para o transporte de proteínas animais.

Segundo a administração do terminal, a combinação entre infraestrutura, conectividade marítima e eficiência operacional tem sido fundamental para garantir competitividade às exportações brasileiras, mesmo diante das mudanças no cenário econômico e comercial internacional.

Perspectivas para o comércio exterior em 2026

A expectativa do setor é de continuidade do crescimento das operações com a América do Norte ao longo de 2026, impulsionadas pela demanda consistente por alimentos, produtos florestais e insumos industriais.

Com a proximidade da Copa do Mundo e o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil, Estados Unidos, México e Canadá, a tendência é de manutenção do elevado fluxo de cargas pelos portos brasileiros, especialmente pelos corredores logísticos especializados em agronegócio e produtos refrigerados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uva Merlot de Monte Belo do Sul conquista prêmios internacionais e reforça excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

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A uva Merlot, uma das castas mais emblemáticas da vitivinicultura mundial, tem consolidado no Brasil um desempenho de alto nível, especialmente na região de Monte Belo do Sul (RS), na Serra Gaúcha. O município, reconhecido como o maior produtor per capita de uvas viníferas da América Latina, vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional por meio da qualidade crescente de seus vinhos premiados.

Originária de Bordeaux, na França, a variedade encontrou no Sul do Brasil condições ideais de adaptação, tornando-se uma das principais bases da produção de vinhos finos nacionais. No país, a Merlot se destaca pelo equilíbrio entre fruta, acidez, maciez de taninos e potencial de guarda, atributos que contribuíram para sua consolidação como uma das castas mais importantes do setor.

Monte Belo do Sul se consolida como terroir de excelência para a Merlot

A adaptação da Merlot em Monte Belo do Sul está diretamente ligada às condições naturais da região. O município integra a Indicação de Procedência Monte Belo e parte da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, reunindo fatores como altitude, boa drenagem do solo e elevada amplitude térmica, que favorecem a maturação lenta e equilibrada das uvas.

Essas características são fundamentais para a qualidade da variedade, que é sensível ao excesso de umidade e ao vigor vegetativo, especialmente no período próximo à colheita. Em regiões com alta incidência de chuvas, a uva pode perder concentração e comprometer a maturação fenólica, o que reforça a importância de terroirs bem estruturados.

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Casa Marques Pereira se destaca com vinhos premiados

Nesse cenário, a vinícola Casa Marques Pereira vem ganhando destaque no mercado nacional e em premiações do setor. Localizada na propriedade Quinta da Orada, no coração da Indicação de Procedência Monte Belo, a área conta com 15 hectares de vinhedos situados entre 466 e 543 metros de altitude.

O relevo da região favorece a produção de uvas de alta qualidade, com encostas bem definidas, solos pedregosos e constante circulação de ar, fatores que contribuem para melhor drenagem e redução da umidade nos vinhedos.

Segundo o vinhateiro e proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, as características do solo e do clima são determinantes para o desempenho da Merlot na região.

“O solo basáltico e semi argiloso propicia melhor absorção de nutrientes e maior profundidade das raízes. Somado à altitude e à brisa constante, conseguimos conduzir o amadurecimento das uvas com alta qualidade e baixo risco climático”, afirma.

Microterroirs e condições climáticas favorecem alta concentração da uva

Um dos destaques da propriedade é a parcela conhecida como “Cru Jerivás”, localizada na parte mais elevada do vinhedo. A área apresenta maior exposição solar, ventilação constante e subsolo rico em minerais como ágatas, ametistas e cristais de quartzo, que afloram naturalmente no terreno.

Essas condições contribuem para a formação de microterroirs diferenciados, refletidos diretamente na concentração e complexidade das uvas produzidas.

A safra de 2026 reforçou esse potencial, com registros de até 27 °Brix em algumas parcelas, um nível considerado elevado para a maturação da Merlot no Brasil.

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Segundo especialistas, o resultado é consequência de um ciclo climático favorável, com inverno mais frio — essencial para a dormência das videiras — seguido por período de chuvas regulares na fase inicial e baixa precipitação durante a maturação, condição ideal para a sanidade e concentração das uvas.

Premiações reforçam qualidade dos vinhos da Serra Gaúcha

O reconhecimento da qualidade da Merlot de Monte Belo do Sul também vem sendo confirmado em concursos especializados. Na edição de 2026 da Grande Prova Vinhos do Brasil, uma das principais avaliações às cegas do país, a Casa Marques Pereira conquistou oito medalhas de ouro.

Entre os destaques está o rótulo Casa Marques Pereira Merlot Reserva 2022, premiado com medalha de ouro, reforçando o avanço técnico da produção local e o posicionamento da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos no Brasil.

Vitivinicultura brasileira avança com valorização de terroir e tecnologia

O desempenho da Merlot em Monte Belo do Sul evidencia a evolução da vitivinicultura brasileira, que vem combinando conhecimento técnico, manejo especializado e valorização do terroir para alcançar padrões cada vez mais elevados de qualidade.

Com resultados consistentes em safras recentes e crescente reconhecimento em premiações nacionais, a região reforça sua posição como um dos principais polos produtores de vinhos finos do país, ampliando a presença do Brasil no mercado vitivinícola de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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