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Exportações de carne suína registram aumento diário, mas receita de outubro recua frente a 2024

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Crescimento no volume exportado

As exportações de carne suína brasileira mantêm ritmo diário crescente em outubro de 2025, mas o faturamento total apresenta leve queda em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a terceira semana do mês, foram embarcadas 76,1 mil toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada. Em comparação, em outubro de 2024, o volume exportado alcançou 116,3 mil toneladas ao longo de 22 dias úteis.

A média diária exportada em 2025 ficou em 5,8 mil toneladas, apresentando alta de 11,1% sobre a média diária registrada no mesmo período do ano anterior, que era de 5,2 mil toneladas.

Faturamento apresenta leve recuo

Apesar do aumento no volume, a receita total das exportações até a terceira semana de outubro chegou a US$ 193,4 milhões, abaixo dos US$ 294,6 milhões obtidos no mesmo período de 2024. A média diária de faturamento registrou US$ 14,88 milhões, retração de 11,1% frente à média de outubro do ano passado, que foi de US$ 13,39 milhões por dia.

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O desempenho indica que a estabilidade dos preços internacionais da carne suína impacta o faturamento do setor, mesmo com a maior quantidade embarcada.

Preço por tonelada se mantém estável

O preço médio por tonelada de carne suína até a terceira semana de outubro/25 foi de US$ 2.538,9, registrando leve alta de 0,03% sobre o valor observado no mesmo período de 2024, que estava em US$ 2.531,6 por tonelada.

A estabilidade nos preços reflete o cenário internacional de oferta e demanda, que mantém o valor do produto praticamente inalterado, limitando o crescimento do faturamento, mesmo com o aumento das exportações diárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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