AGRONEGÓCIO
Exportações de milho recuam em Mato Grosso, mas projeção para safra 2024/25 segue positiva
AGRONEGÓCIO
Exportações de milho caem no início da temporada 2025/26
As exportações de milho de Mato Grosso registraram retração significativa entre julho e outubro deste ano. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o estado embarcou 13,38 milhões de toneladas no período — uma queda de 15,71% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
Como consequência, a participação mato-grossense nas exportações nacionais do cereal recuou 13,43 pontos percentuais.
Menor paridade de exportação e demanda interna pressionam mercado
O principal fator para o recuo foi a redução da atratividade da paridade de exportação. Segundo o IMEA, o preço médio do contrato de dezembro/25 ficou em R$ 40,08 por saca no mês de outubro, representando uma queda anual de 8,37%.
Enquanto isso, o mercado interno tem oferecido melhores condições de comercialização, sustentado pela forte demanda das usinas de etanol de milho e pela indústria de ração animal, que seguem absorvendo volumes significativos do grão produzido no estado.
Projeção do IMEA aponta retomada e crescimento até o fim da safra
Mesmo com o desempenho mais fraco nos primeiros meses da temporada, as perspectivas para o ciclo 2024/25 permanecem positivas. O IMEA projeta que Mato Grosso deve exportar 28,08 milhões de toneladas de milho até o final do período, o que representaria um crescimento de 16,04% em relação à safra anterior.
A expectativa reflete a resiliência do setor agrícola mato-grossense, que deve se beneficiar de um cenário de demanda global aquecida e ajustes logísticos ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Massari Fértil e Morro Verde investem R$ 20 milhões e triplicam produção de fosfato natural em Pratápolis (MG)
Expansão reforça indústria nacional de fertilizantes
A Massari Fértil e a Morro Verde, após a fusão anunciada em janeiro de 2026, consolidaram posição entre as principais empresas brasileiras de fertilizantes naturais. O grupo alcança faturamento estimado de R$ 500 milhões e capacidade produtiva superior a 3 milhões de toneladas por ano.
Como parte do plano de expansão, a companhia concluiu um investimento de R$ 20 milhões na unidade de fosfato localizada em Pratápolis (MG), voltado à ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo (FNR).
Produção de FNR é triplicada com modernização da planta
Com o aporte, a capacidade produtiva da unidade passou de aproximadamente 400 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas anuais, representando um crescimento expressivo e consolidando a empresa entre os principais fornecedores nacionais de fosfatos naturais para o agronegócio.
O projeto foi iniciado em 2025 e faz parte da estratégia de expansão da companhia, com foco em aumentar a competitividade da indústria brasileira de fertilizantes e reduzir a dependência de insumos importados.
Investimento gera impacto econômico em Minas Gerais
Além dos ganhos industriais, a expansão deve gerar impactos diretos na economia regional. A expectativa é de criação de empregos diretos e indiretos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e aumento da movimentação econômica em Pratápolis e municípios do entorno.
A iniciativa também contribui para o desenvolvimento do setor mineral e industrial ligado à cadeia de fertilizantes, considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.
Estratégia busca maior autonomia do agronegócio brasileiro
Segundo o CEO da Massari Fértil e Morro Verde, Sérgio Ailton Saurin, o investimento reforça a preparação da companhia para um novo ciclo de crescimento.
“Estruturamos uma operação mais robusta e eficiente, preparada para sustentar nosso crescimento nos próximos anos e atender às necessidades do mercado interno com mais competitividade”, afirmou.
O executivo destaca ainda a importância estratégica do setor de fertilizantes para o país.
“O Brasil ocupa uma posição estratégica no agronegócio global e precisa avançar continuamente em autonomia e eficiência no fornecimento de insumos. Investimentos como este fortalecem a indústria nacional, geram valor para o produtor rural e impulsionam o desenvolvimento econômico das regiões onde atuamos”, completou.
Fertilizantes ganham papel central no agro brasileiro
A ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo reforça o movimento de fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes, um dos pilares estratégicos para a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro.
Com maior capacidade produtiva interna, o setor busca reduzir gargalos de oferta e ampliar a segurança no abastecimento de insumos essenciais para a produção agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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