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Exportações do agro gaúcho crescem em agosto com destaque para soja e carne

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As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul registraram alta em agosto de 2025, segundo dados divulgados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) nesta quarta-feira (10). O valor exportado chegou a US$ 1,4 bilhão, aumento de 5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o montante foi de US$ 1,3 bilhão.

Em volume, o avanço foi ainda mais expressivo: crescimento de 53%, com 2,4 milhões de toneladas embarcadas, frente a 1,9 milhão de toneladas no ano anterior.

No acumulado de janeiro a agosto, o estado soma US$ 8,9 bilhões em exportações, sendo que o agronegócio responde por 73% do valor total e 90% do volume exportado.

Soja e carne bovina impulsionam embarques

O desempenho positivo foi liderado pelas exportações de soja em grão e carne bovina. A China se manteve como principal destino, adquirindo 1,54 milhão de toneladas de soja e 3,9 mil toneladas de carne.

Já os Estados Unidos, mesmo em meio a uma guerra tarifária com o Brasil, aumentaram suas compras de carne bovina em 256%, totalizando 756 mil toneladas.

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Produtos em queda e impactos da guerra tarifária

Apesar do crescimento em alguns segmentos, houve retração em outros setores, como fumo, pescados, madeira e sucos, que registraram perdas de 8% em valor (US$ 5,4 milhões) e 39% em volume (17,8 mil toneladas) na comparação anual.

O fumo e seus derivados tiveram queda acentuada, passando de US$ 116 milhões para US$ 29 milhões, e de 18 mil toneladas para 5 mil toneladas exportadas, principalmente para a Bélgica.

Recuperação na carne de frango e avanço do arroz

Após os impactos da gripe aviária e da doença de Newcastle, a carne de frango começou a reagir, com alta de 8% em valor e 18% em volume. Os principais compradores foram Emirados Árabes Unidos, Japão e Filipinas.

As Filipinas também aparecem como um mercado relevante para a carne suína, ao lado do Chile, segundo maior destino da proteína.

O arroz manteve sequência positiva, registrando terceiro mês consecutivo de alta no volume, com crescimento acumulado de 17% entre janeiro e agosto.

Principais destinos das exportações gaúchas

A Ásia (sem Oriente Médio) consolidou-se como principal destino do agro gaúcho em agosto, somando US$ 944 milhões e 1,9 milhão de toneladas. Em seguida aparecem:

  • Europa: US$ 158 milhões, sendo US$ 95 milhões destinados à União Europeia;
  • América do Sul: US$ 110 milhões.
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Entre os países, os maiores compradores foram:

  • China: US$ 717 milhões (49,8% do valor total);
  • Estados Unidos: 4,1%;
  • Vietnã: 3,7%;
  • Emirados Árabes Unidos: 3,1%;
  • Filipinas: 3,1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações

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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.

Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.

“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.

Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor

A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.

Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.

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Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.

Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado

Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.

Os preços registrados foram:

  • Peito congelado: R$ 8,80/kg;
  • Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
  • Asa congelada: R$ 11,00/kg.

No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:

  • Peito: R$ 9,00/kg;
  • Coxa: R$ 7,20/kg;
  • Asa: R$ 11,30/kg.

O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.

  • No atacado:
    • Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
    • Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
    • Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
  • Na distribuição:
    • Peito: R$ 9,10/kg;
    • Coxa: R$ 7,30/kg;
    • Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste

Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.

Os preços registrados foram:

  • São Paulo: R$ 5,20/kg;
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
  • Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
  • Goiás: R$ 5,40/kg;
  • Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
  • Distrito Federal: R$ 5,30/kg.

O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.

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As principais altas ocorreram em:

  • Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
  • Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
  • Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita

O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.

O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.

Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:

  • Crescimento de 35,2% na receita média diária;
  • Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
  • Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.

O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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