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Produção de milho 2025/26 deve alcançar 142,9 milhões de toneladas no Brasil, com avanço de área e impacto climático no Sul

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A produção de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil foi revisada para 25,367 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da Safras & Mercado divulgada nesta sexta-feira (19). O volume é ligeiramente inferior às 25,765 milhões de toneladas apontadas no levantamento anterior, de novembro, mas ainda supera as 24,727 milhões de toneladas colhidas na temporada passada.

De acordo com o analista e consultor Paulo Molinari, a revisão para baixo é reflexo da redução na produção do Rio Grande do Sul, onde uma estiagem de 22 dias prejudicou o desenvolvimento das lavouras. “Novos ajustes ainda poderão ser feitos adiante”, afirmou.

A área cultivada no Centro-Sul segue estimada em 3,608 milhões de hectares, o que representa alta de 3,1% sobre os 3,498 milhões de hectares da safra 2023/24. Já a produtividade média foi revisada para 7.030 quilos por hectare, abaixo dos 7.141 quilos da projeção anterior e dos 7.068 quilos obtidos no ciclo anterior.

Safrinha 2026 mantém perspectiva recorde, mas com rendimento menor

Para a safrinha 2026, a área plantada deve atingir 15,670 milhões de hectares, acima dos 15,522 milhões estimados em novembro e dos 15,406 milhões registrados em 2025. Segundo Molinari, o crescimento poderia ser ainda maior “se não houvesse atrasos no cultivo da safra de soja”, que tem impacto direto sobre o calendário do milho.

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A produtividade esperada foi revisada para baixo, passando de 6.570 quilos por hectare para 6.496 quilos por hectare, levemente inferior à média de 6.543 quilos da safrinha 2025. Mesmo assim, a produção total pode alcançar 101,79 milhões de toneladas, volume um pouco menor que o projetado anteriormente (101,98 milhões de toneladas), mas ainda recorde histórico, superando as 100,8 milhões de toneladas colhidas neste ano.

Norte e Nordeste ampliam área e mantêm bom ritmo de produção

Nas regiões Norte e Nordeste, a área cultivada com milho deve crescer 8%, chegando a 2,568 milhões de hectares, acima dos 2,377 milhões da safra 2024/25. O número também representa leve alta em relação à estimativa anterior, que apontava 2,563 milhões de hectares.

A produtividade média regional está estimada em 6.119 quilos por hectare, superior aos 6.106 quilos obtidos em 2024/25, mas abaixo dos 6.168 quilos projetados no último levantamento. Com isso, a produção total nas duas regiões deve alcançar 15,718 milhões de toneladas, número inferior ao de novembro (15,812 milhões), mas superior às 14,520 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

Produção total de milho no Brasil deve crescer 2% em 2025/26

Considerando todas as regiões, a área total de milho no país deve atingir 21,847 milhões de hectares na safra 2025/26 — avanço de 2,7% sobre os 21,282 milhões de hectares cultivados em 2024/25. O rendimento médio nacional está projetado em 6.540 quilos por hectare, ligeiramente acima dos 6.532 quilos do ciclo anterior, mas abaixo do potencial de 6.618 quilos estimado em novembro.

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Com base nesse cenário, a produção nacional de milho tem potencial para atingir 142,875 milhões de toneladas. O volume é 0,5% menor que a previsão anterior (143,562 milhões de toneladas), mas ainda supera as 140,054 milhões de toneladas registradas na safra 2024/25.

Perspectivas: impacto climático e expectativa positiva para 2026

Apesar da revisão moderada nas projeções, o relatório da Safras & Mercado destaca que o Brasil deve colher novamente uma safra robusta de milho em 2026, impulsionada pelo aumento de área e pelas boas perspectivas para a segunda safra.

O principal ponto de atenção segue sendo o clima no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, onde episódios de estiagem podem continuar limitando ganhos de produtividade. Ainda assim, o cenário geral permanece positivo, com expectativa de nova produção recorde nacional, consolidando o país entre os maiores exportadores globais de milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de leite de búfala impulsiona renda e transforma propriedade rural em referência agroindustrial em Minas Gerais

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O que começou como uma alternativa para diversificar a renda da propriedade rural se transformou em um empreendimento familiar de sucesso no interior de Minas Gerais. A produção artesanal de derivados de leite de búfala, iniciada na cozinha da própria fazenda, hoje coloca a Queijaria Brejaúba, em Dionísio, como referência regional em agroindustrialização e agregação de valor à produção rural.

O crescimento do negócio foi impulsionado pela participação da família no programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria de Derivados Lácteos e no Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar, iniciativas voltadas à profissionalização e regularização das agroindústrias rurais mineiras.

Assistência técnica foi decisiva para expansão da atividade

Quando José Eduardo e Francinete Bicalho decidiram investir na produção de derivados de leite de búfala, o objetivo era criar uma nova fonte de receita para a propriedade. Com o apoio técnico especializado, o projeto ganhou escala e se consolidou como um negócio promissor.

Segundo os produtores, a capacitação oferecida pelo Sistema Faemg Senar foi fundamental para aprimorar tanto a produção quanto a gestão da agroindústria.

O aprendizado envolveu desde o desenvolvimento das receitas até a organização administrativa e comercial do empreendimento, permitindo que a atividade evoluísse de forma estruturada e sustentável.

Produção cresce mais de 2.500% em poucos anos

O avanço da atividade impressiona pelos números. A produção, que começou com apenas seis litros de leite por dia, alcança atualmente cerca de 160 litros diários, com um rebanho de 24 búfalas em lactação.

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O aumento da escala produtiva veio acompanhado da diversificação do portfólio. Hoje, a queijaria produz queijo, requeijão, ricota, iogurte e doce de leite, ampliando as oportunidades de comercialização e geração de renda para a família.

O sucesso dos produtos junto aos consumidores locais impulsionou novos investimentos e fortaleceu o projeto de expansão da agroindústria.

Nova estrutura busca ampliar mercados e conquistar certificação

Com o crescimento da demanda, surgiu a necessidade de adequar a produção às exigências sanitárias e estruturais exigidas pela legislação.

Novamente, a família contou com o suporte técnico do Sistema Faemg Senar para planejar a construção da nova agroindústria e conduzir todo o processo de regularização.

A unidade está em fase final de implantação e foi projetada para atender aos requisitos técnicos necessários para obtenção do selo de inspeção regional, etapa considerada estratégica para ampliar a comercialização e acessar novos mercados.

Todo o processo foi acompanhado pela equipe técnica do Programa de Habilitação Sanitária do ATeG Agroindústria.

Negócio fortalece sucessão familiar no campo

Além dos resultados econômicos, a agroindústria contribuiu para fortalecer os laços familiares e incentivar a permanência das novas gerações no meio rural.

O filho do casal retornou à propriedade para atuar diretamente no empreendimento, enquanto a filha, que reside no exterior, desenvolveu a identidade visual da marca e auxilia na divulgação dos produtos.

A participação da família em diferentes áreas do negócio tem sido um dos pilares do crescimento da Queijaria Brejaúba, demonstrando como a agroindustrialização pode criar novas oportunidades de trabalho e renda dentro da própria propriedade rural.

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Programa já acompanha centenas de agroindústrias mineiras

Desde sua implantação, em 2021, o Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar já prestou assistência a 283 agroindústrias em Minas Gerais.

Na área de abrangência do Escritório Regional de Viçosa, 20 empreendimentos receberam acompanhamento especializado, contribuindo para a formalização, regularização e fortalecimento de pequenos negócios rurais.

O trabalho está integrado à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) das cadeias agroindustriais e oferece suporte em diversas áreas estratégicas para o desenvolvimento dos empreendimentos.

Regularização abre portas para novos mercados

Além do registro sanitário de estabelecimentos e produtos, o programa atua em questões relacionadas à adequação estrutural, regularização ambiental, rotulagem de alimentos e licenciamento de atividades rurais.

Os produtores também recebem orientações sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR), uso de recursos hídricos, licenciamento simplificado e atendimento às exigências legais para comercialização.

Outro diferencial da iniciativa é a participação ativa na discussão e atualização de regulamentos voltados às agroindústrias rurais, especialmente às queijarias artesanais, promovendo maior segurança jurídica e oportunidades de mercado para os produtores.

O caso da Queijaria Brejaúba demonstra como a combinação entre assistência técnica, gestão eficiente e regularização sanitária pode transformar pequenas produções familiares em negócios sustentáveis, competitivos e preparados para crescer no mercado de alimentos de valor agregado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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