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FAESC propõe redução do ICMS sobre diesel em SC para conter alta de custos no agronegócio

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FAESC solicita corte de impostos sobre diesel em Santa Catarina

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina encaminhou um pedido ao governador Jorginho Mello solicitando a redução temporária dos tributos estaduais sobre o diesel.

A proposta visa amenizar os impactos da alta dos combustíveis sobre o setor agropecuário catarinense, especialmente em um momento estratégico de colheita e plantio da segunda safra.

Crise no Oriente Médio pressiona preços do combustível

O pedido da entidade ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravada por conflitos no Oriente Médio, que têm provocado aumento nos preços dos combustíveis.

Esse cenário afeta diretamente a agricultura brasileira, que depende fortemente do diesel para operações no campo, transporte e logística da produção.

ICMS representa parcela significativa do preço do diesel

No documento, o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, destaca que os tributos estaduais representam, em média, 38,4% do valor final do diesel comercializado em Santa Catarina.

O cálculo considera dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis referentes à primeira semana de março.

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Entre os impostos, o principal destaque é o ICMS, que incide sobre toda a cadeia — da importação à comercialização do combustível.

Medida emergencial pode reduzir custos e conter inflação

A FAESC defende que a redução temporária das alíquotas do ICMS pode gerar efeitos positivos em cadeia na economia.

Entre os principais impactos esperados estão:

  • Redução dos custos de produção agropecuária
  • Diminuição dos preços dos alimentos ao consumidor
  • Alívio nas pressões inflacionárias
  • Melhora do ambiente macroeconômico

Segundo a entidade, a medida também pode contribuir para um cenário mais favorável à queda da taxa básica de juros, a Selic.

Entidade aposta em compensação via crescimento econômico

A federação avalia que a eventual redução da carga tributária pode ser compensada pelo aumento da atividade econômica.

O argumento é que o crescimento da produção de petróleo e derivados, aliado à expansão da economia, tende a elevar a arrecadação em outras frentes, equilibrando as contas públicas.

Pedido também foi encaminhado ao governo federal

Além da solicitação ao governo estadual, a FAESC também levou a demanda ao governo federal, pedindo a avaliação de medidas sobre tributos como PIS/Pasep e Cofins, que também incidem sobre o diesel.

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A entidade reforça que continuará apresentando propostas para reduzir custos logísticos e produtivos, buscando minimizar os impactos dos conflitos geopolíticos sobre o agronegócio brasileiro.

Setor busca alívio em momento crítico da safra

Com o aumento dos custos operacionais e logísticos, o setor agropecuário enfrenta um momento delicado. A expectativa da FAESC é que medidas emergenciais possam garantir maior previsibilidade ao produtor rural e evitar repasses mais intensos ao consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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