AGRONEGÓCIO
Fechamos 2025 como o principal pilar da economia brasileira e seguimos ainda mais fortes para 2026
AGRONEGÓCIO
Encerramos 2025 com a consciência de que foi um ano exigente, intenso e, acima de tudo, revelador para o agronegócio brasileiro. Um ano que colocou à prova a capacidade do produtor rural de lidar, ao mesmo tempo, com custos elevados, oscilações de mercado, exigências regulatórias cada vez mais complexas e um ambiente internacional marcado por incertezas comerciais. Ainda assim, o campo respondeu com produção, eficiência e resiliência.
O agro seguiu sendo o principal pilar da economia brasileira. Garantiu abastecimento interno, sustentou exportações, gerou divisas, empregos e renda, mesmo em um cenário de crédito mais seletivo e margens pressionadas em diversos segmentos. Em muitas cadeias, foi a organização produtiva e a adoção de tecnologia que permitiram atravessar o ano com equilíbrio, mostrando que competitividade não é mais uma escolha, mas uma condição de sobrevivência.
Também foi um ano de alertas. A concentração das exportações em poucos mercados, o avanço de barreiras sanitárias e regulatórias, além da intensificação do debate ambiental e comercial, deixaram claro que o produtor brasileiro não compete apenas dentro da porteira. Ele enfrenta decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância, que impactam diretamente o preço, o escoamento e a previsibilidade do negócio rural.
Ao mesmo tempo, 2025 mostrou a força do agro quando há coordenação entre produção, indústria e mercado. Cadeias que investiram em gestão, rastreabilidade, eficiência logística e diversificação de destinos conseguiram atravessar o ano com mais segurança. Esse aprendizado precisa ser levado adiante.
Olhando para 2026, não há espaço para improviso. Será um ano que exigirá ainda mais planejamento, profissionalização e diálogo institucional. Precisamos avançar na segurança jurídica, no acesso ao crédito, na infraestrutura e na defesa comercial do agro brasileiro. O produtor precisa de regras claras, previsíveis e compatíveis com a realidade do campo.
Tenho convicção de que o agronegócio continuará sendo protagonista. Não por discurso, mas por resultado. Por trabalho diário, feito antes do sol nascer, enfrentando riscos que poucos setores conhecem. O campo brasileiro já provou que sabe produzir. Agora, o desafio é garantir que essa produção continue encontrando mercado, renda e reconhecimento.
Que 2026 seja um ano de mais equilíbrio, menos ruído e mais construção. Que traga boas safras, preços justos, mercados abertos e decisões responsáveis. E, acima de tudo, que seja um ano de união em torno do que realmente importa: produzir alimentos, gerar desenvolvimento e seguir movendo o Brasil.
Desejo a todos os produtores, trabalhadores, técnicos e empresários do agronegócio um 2026 de saúde, prosperidade e confiança no futuro. O agro segue firme. Sempre.
Isan Rezende
Presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agronomos de Mato Grosso (Feagro-MT)
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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