AGRONEGÓCIO
Preço do tomate sobe após o Carnaval com oferta irregular e qualidade afetada pelas chuvas
AGRONEGÓCIO
Alta nos preços do tomate nos principais atacados
Os preços do tomate longa vida 3A apresentaram aumento nas principais Centrais de Abastecimento do país entre quinta (19) e sexta-feira (20), conforme levantamento do Cepea.
As médias registradas foram de R$ 60,00 por caixa em São Paulo (SP), R$ 77,50 em Belo Horizonte (MG), R$ 81,43 em Campinas (SP) e R$ 83,57 no Rio de Janeiro (RJ).
Comparando com a semana anterior, os preços tiveram altas de 3,4%, 40%, 12,8% e 2,7%, respectivamente.
Oferta e qualidade influenciam as cotações
As diferenças de preço após o Carnaval refletem a qualidade e o volume de produtos recebidos em cada entreposto.
No Rio de Janeiro, a chegada de tomates da Chapada Diamantina contribuiu para o aumento da oferta, porém os frutos apresentaram qualidade inferior. Além disso, a entrada de tomates de Nova Friburgo foi reduzida e marcada por problemas de aparência causados pelas chuvas.
Redução da oferta em Campinas impacta o mercado
Em Campinas (SP), a entrada de tomates de Caçador foi menor devido às chuvas registradas na região catarinense, que afetaram tanto a colheita quanto a qualidade dos frutos. A limitação na oferta de produtos de boa aparência resultou em alta nas cotações locais.
Perspectivas para o mercado nas próximas semanas
Com o clima ainda instável em áreas produtoras, o setor acompanha atentamente a evolução da safra e da oferta. Caso o volume de tomates de boa qualidade continue restrito, os preços devem permanecer firmes nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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