AGRONEGÓCIO
Feijão tem redução de área cultivada no Rio Grande do Sul, mas lavouras mantêm bom desenvolvimento
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Produção de feijão recua no RS, mas plantio é concluído dentro do prazo
O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o Rio Grande do Sul registrou redução na área plantada de feijão nesta temporada. Apesar da retração, o plantio da variedade feijão cores ocorreu de forma eficiente e foi finalizado ainda em janeiro, dentro do cronograma previsto.
Cultivo concentra-se no Planalto Superior
De acordo com a Conab, a região do Planalto Superior é a principal área produtora de feijão no estado, favorecida por condições edafoclimáticas adequadas, mesmo em um período de plantio mais tardio. O levantamento destaca que o uso de tecnologias agrícolas modernas tem sido essencial para manter o volume de produção, mesmo diante da redução da área cultivada.
Menor rentabilidade pesa na decisão dos produtores
O levantamento também aponta que a queda na área semeada está diretamente relacionada à baixa rentabilidade do feijão frente a outras opções de cultivo de verão, como soja e milho. Essa diferença de retorno financeiro tem levado produtores gaúchos a diversificar suas lavouras e optar por culturas de maior lucratividade.
Lavouras apresentam bom desenvolvimento
Apesar das oscilações climáticas ao longo do ciclo, as lavouras de feijão no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, conforme avaliação da Conab. As condições atuais indicam uma safra bem conduzida, impulsionada pelo manejo técnico e pela adoção de pacotes tecnológicos que garantem maior estabilidade produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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