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Fertilizantes sob pressão: maior oferta global e cautela dos compradores derrubam preços no mercado
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O mercado de fertilizantes terminou a semana em queda, refletindo um cenário de maior disponibilidade global de nutrientes e uma postura mais cautelosa por parte dos compradores. De acordo com análises da StoneX, o movimento baixista atingiu os principais grupos — nitrogenados, fosfatados e potássicos — ainda que com intensidades diferentes entre eles.
Nitrogenados: oferta global maior amplia pressão sobre cotações
Entre os nitrogenados, o recuo dos preços foi impulsionado pelo aumento da percepção de oferta no mercado internacional. A retomada das exportações do Irã, a flexibilização de preços na China e a normalização gradual da logística no Oriente Médio contribuíram para reforçar esse cenário de maior disponibilidade.
Esse conjunto de fatores intensificou a pressão sobre as cotações globais. No entanto, no mercado brasileiro, já se observa uma leve retomada da demanda, o que pode funcionar como fator de contenção para quedas mais acentuadas no curto prazo.
Fosfatados: compradores aguardam novas referências de preços
No segmento dos fosfatados, o comportamento predominante foi de espera por parte dos compradores, que seguem apostando em possíveis reduções adicionais de preços. Ainda assim, os custos elevados de produção e as limitações na oferta impediram movimentos mais expressivos de queda.
O mercado permanece em equilíbrio instável, com a cautela da demanda de um lado e fatores de sustentação de preços do outro, o que reduz o espaço para desvalorizações mais fortes no curto prazo.
Potássicos: demanda fraca mantém pressão, mas sem volatilidade
Os fertilizantes potássicos seguiram pressionados pela demanda mais fraca em importantes mercados consumidores, como Brasil e China. Apesar disso, a relação entre oferta e procura manteve certo equilíbrio, evitando oscilações mais intensas nas cotações.
O ambiente de negociação segue marcado por seletividade nas compras e pela expectativa de novas referências de preços no mercado internacional.
Cenário geral segue baixista, mas sem quedas abruptas
No consolidado, a semana foi marcada por viés baixista no mercado de fertilizantes. O aumento da oferta nos nitrogenados, a postura defensiva nos fosfatados e a demanda enfraquecida nos potássicos formaram um conjunto de fatores pressionando as cotações.
Ainda assim, limitações pontuais de oferta e ajustes logísticos continuam atuando como elementos de suporte, impedindo movimentos mais bruscos de queda e mantendo o mercado em um ambiente de volatilidade moderada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de trigo segue travado no Sul do Brasil; baixa oferta, clima e câmbio sustentam expectativa sobre preços
O mercado brasileiro de trigo continua operando com baixa liquidez neste início de julho. As negociações permanecem pontuais nos principais estados produtores da Região Sul, enquanto compradores e vendedores mantêm posições divergentes em relação aos preços. A cautela dos moinhos, aliada à oferta restrita e às incertezas sobre a próxima safra, mantém o mercado lateralizado.
Além do cenário doméstico, agentes acompanham atentamente a evolução das lavouras no Hemisfério Norte. Os contratos futuros do trigo nas bolsas internacionais apresentam oscilações moderadas, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, as condições climáticas na Europa e os riscos ainda existentes na região do Mar Negro. O comportamento do dólar frente ao real também continua influenciando a competitividade do cereal importado e a formação dos preços internos.
Rio Grande do Sul mantém mercado lento e atenção se volta para a nova safra
Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o mercado gaúcho segue praticamente parado, com os grandes moinhos fora das compras e negociações ocorrendo apenas de forma pontual.
As referências permanecem próximas de R$ 1.420 por tonelada entregue nos moinhos, variando conforme distância, qualidade e prazo de pagamento. Grande parte da indústria já está abastecida para julho, direcionando agora o foco para as necessidades de agosto.
Enquanto isso, cresce a preocupação com a próxima safra. Entre os fatores que elevam a cautela estão:
- possibilidade de influência do fenômeno El Niño;
- elevados custos de produção;
- preços considerados pouco atrativos ao produtor;
- risco de maior incidência de giberela e da micotoxina DON.
Cooperativas das regiões Central e Noroeste avaliam reduzir em até 40% a área destinada ao trigo, embora a decisão definitiva ainda dependa das condições climáticas nas próximas semanas.
A Emater-RS projeta produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, volume significativamente inferior às cerca de 3,8 a 4 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. Caso a estimativa se confirme, o estado poderá registrar déficit próximo de 1,9 milhão de toneladas, aumentando a necessidade de importações.
No mercado de balcão, o preço médio avançou para R$ 70,02 por saca, indicando sustentação das cotações ao produtor.
Santa Catarina registra mercado equilibrado e compras apenas para reposição
Em Santa Catarina, a indústria moageira continua relativamente abastecida e realiza aquisições apenas para completar estoques.
Foi registrado negócio envolvendo trigo melhorador para entrega futura ao redor de R$ 1.450 por tonelada FOB, enquanto as demais negociações permanecem limitadas.
As referências seguem próximas de R$ 1.350 FOB, alcançando aproximadamente R$ 1.500 CIF nos moinhos localizados na região leste do estado. Entretanto, a baixa reação do mercado de farinhas continua restringindo maior valorização do cereal.
No mercado de balcão, os preços permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, enquanto Chapecó e São Miguel do Oeste registraram leves altas.
Paraná enfrenta oferta reduzida e produtores resistem a baixar preços
No Paraná, o mercado também segue com poucas negociações.
Foram registrados negócios no Sudoeste do estado ao redor de R$ 1.450 por tonelada CIF, enquanto em Curitiba houve comercialização de trigo paraguaio equivalente a aproximadamente R$ 1.570 CIF.
A oferta disponível continua limitada, e os vendedores mantêm postura firme nas negociações. Os moinhos, por outro lado, evitam aceitar as pedidas mais elevadas, reduzindo ainda mais o ritmo das transações.
Para a safra nova, praticamente não há negócios fechados. As indicações para entregas entre agosto e setembro permanecem próximas de R$ 1.400 por tonelada CIF, mas compradores e produtores ainda aguardam maior definição sobre produtividade e qualidade das lavouras.
Mercado acompanha clima, câmbio e oferta global
Além do comportamento da safra brasileira, o mercado acompanha diariamente o desempenho das bolsas internacionais. As cotações futuras do trigo permanecem sensíveis às previsões climáticas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e países do Mar Negro.
No Brasil, o câmbio continua exercendo papel estratégico. Um dólar mais valorizado aumenta o custo das importações e tende a oferecer suporte às cotações domésticas, principalmente em estados deficitários. Já momentos de apreciação do real podem ampliar a competitividade do trigo importado, limitando altas no mercado interno.
Para as próximas semanas, analistas avaliam que os preços deverão continuar sustentados pela oferta restrita disponível, embora a liquidez permaneça baixa até que haja maior definição sobre o potencial produtivo da nova safra brasileira e sobre o comportamento do mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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