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Flávio Bolsonaro sinaliza continuidade da política econômica de Jair Bolsonaro em eventual governo

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O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a condução da economia em um eventual governo a partir de 2027 deverá seguir diretrizes semelhantes às adotadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi feita nesta quinta-feira durante evento do grupo Lide, realizado no Rio de Janeiro.

Modelo econômico deve priorizar equilíbrio fiscal e redução de impostos

Segundo o pré-candidato do Partido Liberal (PL), a proposta econômica será baseada em pilares como controle de gastos públicos, equilíbrio orçamentário e redução da carga tributária.

“Não será surpresa para ninguém o que vamos propor. A gestão do presidente Bolsonaro é reconhecida mundialmente”, afirmou o senador.

Ele destacou ainda que, no período pós-pandemia, o Brasil registrou crescimento econômico superior ao da China e inflação menor que a dos Estados Unidos, classificando a política econômica anterior como uma referência.

Equipe econômica ainda não está definida

Questionado sobre a possibilidade de participação do ex-ministro Paulo Guedes na equipe econômica, Flávio Bolsonaro evitou antecipar nomes.

De acordo com o senador, a definição do comando da área econômica será feita em momento oportuno, sem indicações prévias neste estágio da pré-campanha.

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Plano de governo segue em construção

O pré-candidato afirmou que o plano de governo ainda está em elaboração e que pretende avançar nas discussões com aliados políticos. Entre os nomes citados está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que deve disputar a reeleição.

Segundo ele, não há necessidade de antecipar propostas neste momento, priorizando o diálogo interno e o alinhamento estratégico.

Crescimento nas pesquisas é visto com cautela

Apesar de aparecer em trajetória de crescimento em pesquisas de intenção de voto, Flávio Bolsonaro demonstrou cautela ao comentar os resultados.

O senador afirmou que encara os levantamentos como um “retrato do momento” e disse manter ressalvas em relação às metodologias utilizadas.

Ainda assim, avaliou que há uma tendência consistente de crescimento, indicando fortalecimento de sua pré-candidatura no cenário político nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas do agro ajudam Brasil acumular superávit anual de R$ 270,87 bilhões

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As exportações da agropecuária brasileira cresceram 10,4% até a segunda semana de agosto, na comparação com a média diária registrada no mesmo mês de 2025. As vendas externas do setor somaram aproximadamente R$ 18,15 bilhões no período e contribuíram para o aumento do saldo positivo da balança comercial do País.

Com isso, o Brasil acumulou superávit comercial próximo de R$ 270,87 bilhões no ano, aumento de 29,2%. A corrente de comércio alcançou aproximadamente R$ 2,17 trilhões, avanço de 8,5%.

Segundo dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou o equivalente a R$ 83,69 bilhões até a segunda semana do mês. As importações alcançaram R$ 67,87 bilhões, resultando em superávit de cerca de R$ 15,86 bilhões.

Na comparação com agosto do ano passado, a média diária das exportações brasileiras avançou 14,3%, enquanto a das importações aumentou 16,2%. A corrente de comércio, que representa a soma das compras e vendas externas, chegou a aproximadamente R$ 151,56 bilhões, crescimento de 15,1%.

No campo, o maior avanço foi registrado nos embarques de animais vivos, excluídos pescados e crustáceos, que aumentaram 180,7%. As exportações de café não torrado cresceram 22%, enquanto as vendas externas de soja avançaram 13,2%.

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O resultado indica demanda firme por produtos brasileiros, mas não foi uniforme entre as principais cadeias. Os embarques de milho não moído recuaram 25,6%, enquanto as vendas externas de mel natural diminuíram 32,9%.

Também houve queda de 42% no grupo que reúne sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outros produtos. Por se tratar de uma categoria ampla, o percentual não representa necessariamente o desempenho individual de cada cultura.

A indústria de transformação ligada ao agronegócio também apresentou resultados expressivos. As exportações de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas cresceram 48,1% na comparação anual.

As vendas externas de farelo de soja, alimentos para animais e farinhas de carnes e de outros produtos de origem animal avançaram 55,8%. O desempenho amplia o peso dos produtos processados na pauta comercial e gera reflexos para a indústria, os frigoríficos e as unidades de armazenamento e processamento instaladas nas regiões produtoras.

No conjunto da economia, a indústria extrativa exportou aproximadamente R$ 22,68 bilhões até a segunda semana de agosto, alta de 27,8%. A indústria de transformação respondeu por R$ 42,02 bilhões, crescimento de 8,8%.

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As importações da agropecuária seguiram na direção contrária e caíram 5,3%, para cerca de R$ 1,04 bilhão. Entre os produtos que registraram redução nas compras externas estão trigo e centeio não moídos, com recuo de 8,2%, além de soja, com queda de 8,7%.

As importações de fertilizantes brutos diminuíram 65,7%, enquanto as compras de adubos e fertilizantes químicos recuaram 27,3%. A redução precisa ser acompanhada pelo produtor, uma vez que pode refletir mudanças no calendário de compras, estoques formados anteriormente, preços internacionais ou menor ritmo de contratação para a próxima safra.

Em sentido contrário, cresceram as importações de produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com alta de 74,4%. As compras externas de pescados inteiros, vivos, mortos ou refrigerados avançaram 24,1%.

No acumulado de janeiro até a segunda semana de agosto, as exportações brasileiras somaram aproximadamente R$ 1,22 trilhão, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações chegaram a cerca de R$ 949,51 bilhões, alta de 6,1%.

Fonte: Pensar Agro

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