AGRONEGÓCIO
FMC lidera mercado de bionematicidas para soja no Brasil e fortalece avanço do biológico no campo
AGRONEGÓCIO
A FMC conquistou a liderança no mercado brasileiro de bionematicidas para soja no segmento de tratamento de sementes realizado nas fazendas, segundo dados da pesquisa Soja Kynetec 25/26. O destaque ficou para o desempenho do Presence® Full, solução biológica da companhia voltada ao manejo de nematoides na cultura da soja.
De acordo com o levantamento, o produto alcançou a primeira colocação nacional entre os bionematicidas utilizados no tratamento de sementes on farm, além de liderar as vendas nos estados de Mato Grosso e Bahia — importantes polos da produção agrícola brasileira.
O Presence® Full também aparece na liderança quando considerados os estados do Cerrado agrupados, incluindo Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia, Pará e Rondônia.
Mercado de biológicos cresce na soja brasileira
O avanço do produto reflete o crescimento do mercado de tecnologias biológicas no agronegócio brasileiro, especialmente diante da busca por soluções sustentáveis e eficientes para o controle de nematoides, uma das principais ameaças à produtividade da soja.
Os dados da pesquisa consideram produtos comerciais, valor de mercado e aplicações realizadas diretamente nas propriedades rurais. O desempenho reforça a expansão do uso de bioinsumos dentro do manejo integrado de pragas e doenças.
Segundo Leonardo Antolini, gerente regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC no Brasil, o resultado demonstra a confiança dos produtores na eficiência das soluções biológicas.
“A liderança nacional no mercado de bionematicidas para tratamento de sementes em soja reforça o compromisso da FMC em oferecer tecnologias sustentáveis, inovadoras e de alta performance para o agricultor brasileiro”, afirma.
Presence® Full amplia presença no manejo de nematoides
O Presence® Full é indicado tanto para tratamento de sementes quanto para aplicação no sulco de plantio em culturas como soja, milho, feijão e algodão.
A solução atua no controle de importantes espécies de nematoides, entre elas:
- Nematoide das galhas (Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica);
- Nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus e Pratylenchus zeae);
- Nematoide de cisto (Heterodera glycines).
Segundo a empresa, um dos diferenciais da tecnologia está na versatilidade de uso, permitindo aplicações em diferentes sistemas produtivos e estratégias de manejo.
Formulação biológica amplia eficiência no campo
Outro ponto destacado pela companhia é a formulação à base de endósporos, que proporciona maior estabilidade, vida útil prolongada e elevada concentração biológica em comparação a outros produtos disponíveis no mercado.
Além do controle de nematoides, o produto também atua como promotor de crescimento das plantas, favorecendo o desenvolvimento radicular, a eficiência no uso da água e a atividade biológica do solo.
A tecnologia ainda contribui para o controle de patógenos presentes no solo e promove maior equilíbrio microbiológico nas áreas cultivadas.
Manejo integrado ganha força no agronegócio
Com o avanço da agricultura sustentável, soluções biológicas vêm ganhando espaço dentro das estratégias de manejo integrado utilizadas pelos produtores brasileiros.
No caso do Presence® Full, o modo de ação ocorre por contato, com múltiplos mecanismos biológicos envolvendo bactérias capazes de colonizar o sistema radicular das plantas e formar um biofilme protetor ao redor das raízes.
Durante o desenvolvimento, essas bactérias produzem metabólitos secundários com efeito nematicida e nematostático, reduzindo o desenvolvimento das pragas no solo.
O crescimento do mercado de bionematicidas acompanha a necessidade do setor agrícola de elevar produtividade, reduzir perdas e ampliar práticas sustentáveis nas principais regiões produtoras de soja do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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