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Gasolina mantém preço estável no início de dezembro, enquanto etanol sobe quase 2%, aponta Edenred Ticket Log
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A primeira quinzena de dezembro manteve o preço médio da gasolina estável nos postos brasileiros, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O litro do combustível ficou em R$ 6,33, mesmo valor registrado em novembro. Já o etanol apresentou aumento de 1,81%, alcançando R$ 4,50 por litro.
De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, o cenário da gasolina reflete um período de pouca oscilação no mercado, sem grandes variações de oferta ou demanda. “O etanol, por outro lado, costuma subir nessa época do ano, quando há menor disponibilidade do produto”, explicou.
Regiões apresentam variações distintas nos preços
Apesar da estabilidade nacional, o levantamento aponta que a maioria das regiões do país registrou queda no preço da gasolina, com destaque para o Norte, onde o valor médio caiu 0,44%, chegando a R$ 6,79 — a maior média regional do Brasil.
O Sudeste teve a gasolina mais barata, com preço médio de R$ 6,22, ainda que tenha registrado a maior alta regional, de 0,48%.
No caso do etanol, o movimento foi inverso: a maioria das regiões apresentou alta, com destaque novamente para o Sudeste, onde o combustível subiu 2,31%, custando em média R$ 4,42 — o menor preço regional. Já o Nordeste registrou a maior queda, de 1,04%, com o litro sendo vendido a R$ 4,75. O Norte manteve o etanol mais caro do país, com média de R$ 5,20, ligeira queda de 0,19%.
Minas Gerais lidera alta e Rio Grande do Norte tem maior queda
Entre os estados, Minas Gerais registrou a maior alta no preço da gasolina, com avanço de 0,64%, chegando a R$ 6,26 por litro. Já o Rio Grande do Norte apresentou a maior redução, de 3,02%, com média de R$ 6,10.
A Paraíba teve o menor preço médio nacional para a gasolina, R$ 6,08, enquanto Roraima manteve o combustível mais caro do país, R$ 7,41, ambos com valores estáveis.
Etanol sobe em Minas e cai no Rio Grande do Norte
O preço do etanol também teve a maior alta em Minas Gerais, com avanço de 2,90%, chegando a R$ 4,61. No Rio Grande do Norte, o biocombustível apresentou a maior redução do país, de 5,56%, e passou a custar R$ 4,59.
O Amazonas liderou com o etanol mais caro, R$ 5,45 (-0,37%), enquanto a Paraíba registrou o preço mais baixo, R$ 4,29, queda de 2,28% frente à quinzena anterior.
Etanol é mais vantajoso em 11 estados
O levantamento ainda mostra que, em 11 estados brasileiros, o etanol é a alternativa mais econômica em relação à gasolina — especialmente no Centro-Oeste, onde o biocombustível se mostrou competitivo na maioria dos estados.
Além da vantagem financeira, Mascarenhas ressalta o benefício ambiental do etanol, que emite menos poluentes e ajuda a reduzir a pegada de carbono, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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