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Governo brasileiro busca reduzir tarifas dos EUA sobre produtos nacionais e avalia alternativas para exportações afetadas

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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo federal está empenhado em negociar a redução das tarifas de até 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Caso as conversas com a Casa Branca não avancem, a estratégia será ampliar a lista de exceções ao chamado “tarifaço” americano.

Medidas emergenciais para produtos perecíveis

Durante reunião realizada em 4 de agosto, o governo solicitou propostas dos setores impactados e avaliou alternativas para os produtos que poderão ser retirados das exportações.

Duas medidas estão em análise para minimizar perdas:

  • Compra governamental de produtos perecíveis
  • Redirecionamento de itens, como frutas, para o mercado interno

“O plano de contingência é para resolver os produtos perecíveis, não podemos perdê-los”, ressaltou o ministro.

Impactos das tarifas na economia brasileira e americana

Paulo Teixeira destacou que as tarifas elevadas prejudicam não apenas a economia e os empresários brasileiros, mas também a economia e a população dos EUA.

“Essa medida vai causar inflação de alimentos nos Estados Unidos, já que eles dispensam produtos brasileiros de alta qualidade e preços competitivos”, acrescentou.

Negociações e prazos para soluções

Segundo o ministro, a exceção para cerca de 700 produtos foi conquistada após negociações intensas do governo brasileiro. Ainda há prazo para avançar nas conversas antes que o novo período para resolver o conflito expire.

“Hoje foi um momento de escuta, ouvimos cada setor. Em breve o governo anunciará as medidas que serão adotadas. As negociações continuam e aguardamos os resultados”, finalizou Teixeira.

O governo mantém o compromisso de proteger os interesses dos produtores nacionais enquanto trabalha para garantir a manutenção e expansão do mercado de exportação para os Estados Unidos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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