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IAC lança duas novas variedades de cana com alto potencial produtivo e resistência aprimorada

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O Instituto Agronômico (IAC) apresentou, nesta terça-feira (25), duas novas variedades de cana-de-açúcar com alto potencial produtivo e excelente adaptação à mecanização agrícola. O lançamento ocorreu no Centro de Cana do IAC, em Ribeirão Preto (SP), e apresentou as cultivares IAC07-2361 e IAC09-6166, desenvolvidas especialmente para atender às demandas do setor sucroenergético.

De acordo com o coordenador do Programa Cana do IAC, Marcos Guimarães Landell, as novas variedades aliam produtividade, resistência e eficiência operacional.

IAC07-2361: rusticidade e vigor no desenvolvimento

A variedade IAC07-2361 é descrita como rústica e altamente produtiva, com rápido crescimento no canavial e ótimo desempenho em condições de mecanização. De porte semiereto, a planta produz cerca de 14,7 colmos por metro, o que equivale a aproximadamente 98 mil colmos por hectare.

Segundo Landell, o material apresenta excelente adaptação tanto ao plantio quanto à colheita mecanizada, o que a torna uma opção estratégica para regiões com grande intensidade operacional.

IAC09-6166: alto teor de sacarose durante toda a safra

Já a IAC09-6166 também possui porte semiereto e se destaca pelo alto teor de sacarose, característica que se mantém estável desde o início até o fim da safra.

“É uma característica bastante incomum nas variedades de cana. A sacarose nessa cultivar começa alta desde abril e permanece assim até outubro, garantindo melhor rendimento industrial”, explica Landell.

Além da qualidade tecnológica, a 6166 apresenta boa longevidade e adaptação ao cultivo mecanizado, ampliando sua competitividade frente às variedades comerciais.

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Pesquisas iniciadas em 2007 envolveram 196 empresas do setor

As novas cultivares começaram a ser desenvolvidas em 2007, período em que o IAC enfrentava desafios para manter a continuidade das pesquisas. Segundo Mauro Alexandre Xavier, diretor da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana, os materiais foram testados em 14 regiões com diferentes condições climáticas, com o apoio de 196 empresas do setor de bioenergia.

Desde a década de 1990, o IAC já lançou 42 variedades de cana-de-açúcar, consolidando-se como uma das principais instituições de pesquisa do setor no país.

Censo varietal revela avanço das cultivares do IAC e da CTC

Durante o Grupo Fitotécnico da Cana-de-Açúcar, também foi apresentado o novo Censo Varietal, com dados coletados em 255 unidades produtoras, representando 6,7 milhões de hectares, ou 68% do total cultivado no Brasil.

A variedade CTC4 lidera o ranking nacional pela primeira vez, com 11,3% das áreas cultivadas, seguida por RB867515 (10,7%), RB9662579 (9,5%), RB92579 (5,9%) e RB975242 (5,3%). A cultivar IACSP95-5094 aparece em 13º lugar, com 1,7% da área plantada.

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O levantamento mostra que a renovação varietal na cana é lenta, podendo se estender por mais de 30 anos, diferentemente do que ocorre em culturas como soja e milho. Nesse período, as variedades CTC cresceram de 11,5% (safra 2015/16) para 30% (safra 2024/25), enquanto as RB caíram de 62,4% para 53,6%. Já as cultivares IAC evoluíram de 2,6% para 6,1%.

IAC recomenda diversificação varietal para reduzir riscos na lavoura

O instituto orienta os produtores a não concentrar grandes áreas em uma única variedade, mesmo em regiões onde determinados materiais se destacam.

“A recomendação é que o produtor utilize as variedades mais adaptadas (‘craques’) em até 15% da área e distribua o restante entre outras cultivares, com no máximo 10% cada”, orienta Landell.

Segundo ele, a diversificação varietal é essencial para mitigar riscos climáticos e fitossanitários. “Na prática, uma variedade considerada muito boa deveria ocupar apenas 3% da área total”, conclui o pesquisador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

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Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Média nacional do suíno vivo recua

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.

No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Cotações regionais do suíno vivo
  • São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
  • Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
  • Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
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Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume

Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.

O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.

Na comparação com maio de 2025, houve:

  • Crescimento de 1,4% na receita média diária;
  • Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
  • Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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