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IATF avança com biotecnologia e hormônio recombinante aumenta padronização e eficiência na pecuária de corte

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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) se consolidou como uma das principais tecnologias da pecuária de corte no Brasil, impulsionando ganhos de escala, padronização e avanço genético. Com a intensificação dos sistemas produtivos, o desafio agora deixa de ser apenas a adoção da técnica e passa a ser a execução de protocolos com maior controle e consistência de resultados.

O movimento acompanha a evolução da pecuária nacional, marcada por avanços sanitários, aumento da demanda e maior inserção do Brasil no mercado internacional, o que eleva a pressão por eficiência e produtividade dentro das propriedades.

Reprodução se torna eixo central da eficiência produtiva

Nesse cenário, a reprodução passa a ter papel cada vez mais estratégico dentro das fazendas.

“A IATF já é uma ferramenta consolidada, mas o nível de exigência mudou. Hoje, não se busca apenas prenhez, mas regularidade de resultado, padronização de lote e eficiência operacional”, afirma Rafael Moreira, gerente da Linha de Reprodução da Ceva Saúde Animal.

Segundo o especialista, os principais desafios atuais estão na execução dos protocolos, com impactos diretos nos índices reprodutivos.

Variabilidade nos protocolos impulsiona busca por biotecnologia

Diferenças na resposta dos animais, inconsistência entre lotes e sensibilidade ao manejo são fatores que afetam o desempenho reprodutivo. Esse cenário abre espaço para o avanço da biotecnologia aplicada à reprodução animal.

Parte dessa variação está relacionada ao uso do eCG (gonadotrofina coriônica equina), hormônio amplamente utilizado na IATF para estimular o crescimento folicular e induzir a ovulação, especialmente em fêmeas em anestro ou com menor condição corporal.

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Tradicionalmente obtido a partir do sangue de éguas prenhes, o hormônio pode apresentar variações entre lotes, o que impacta a uniformidade dos resultados.

“Na reprodução, pequenas diferenças têm impacto direto no resultado final. A consistência do protocolo passa a ser tão importante quanto a técnica em si”, explica Moreira.

Hormônio recombinante reduz variações e aumenta padronização

Nesse contexto, os hormônios recombinantes surgem como alternativa para ampliar a padronização e o controle dos protocolos reprodutivos.

Entre as soluções disponíveis, o Foli-Rec, da Ceva Saúde Animal, é destacado como o primeiro eCG recombinante disponível no Brasil.

O produto é desenvolvido a partir de uma fração do DNA da égua e produzido em biorreator, eliminando a dependência de matéria-prima de origem animal. Isso garante maior pureza e uniformidade da molécula, resultando em respostas mais estáveis no crescimento folicular e na sincronização da ovulação.

“O avanço está justamente na capacidade de reduzir variabilidade. Isso aumenta o nível de controle sobre o protocolo e melhora a previsibilidade dos resultados”, reforça Moreira.

Adoção da tecnologia cresce no campo brasileiro

O uso da biotecnologia na IATF já mostra forte adesão no campo. Em pouco mais de um ano, o Foli-Rec ultrapassou 1 milhão de doses utilizadas no Brasil, indicando rápida aceitação e confiança dos produtores.

O desempenho consistente nos protocolos também contribui para a expansão da tecnologia nas propriedades de pecuária de corte.

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Facilidade de uso melhora eficiência operacional na IATF

Além dos ganhos biológicos, o hormônio recombinante também traz avanços operacionais. O Foli-Rec é apresentado em forma líquida e pronto para uso, eliminando etapas de reconstituição.

Essa característica reduz o risco de falhas de manejo, especialmente em um cenário marcado pela escassez de mão de obra qualificada no campo, contribuindo para maior eficiência na execução da IATF.

Sustentabilidade e bem-estar animal ganham relevância

Outro ponto importante da evolução tecnológica é o alinhamento com práticas de bem-estar animal. Por não depender da coleta de sangue de éguas prenhes, o eCG recombinante elimina uma prática cada vez mais questionada por mercados internacionais.

Segundo especialistas, essa mudança reforça a tendência do setor de adotar soluções mais sustentáveis, padronizadas e com maior controle produtivo.

“Essa é uma tendência clara. O setor caminha para soluções mais sustentáveis, padronizadas e com maior controle. A biotecnologia responde diretamente a esse movimento”, completa Moreira.

IATF se consolida como ferramenta de precisão na pecuária moderna

Diante de um ambiente mais competitivo e tecnificado, a IATF amplia seu papel na estratégia produtiva da pecuária de corte.

Mais do que expandir o uso da técnica, o foco do setor passa a ser a qualidade da execução, com maior previsibilidade, menor variabilidade e alinhamento às novas exigências de eficiência, sustentabilidade e profissionalização da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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