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IGP-10 sobe 2,94% em abril pressionado por combustíveis, fertilizantes e agropecuária

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IGP-10 registra forte alta em abril e reverte queda de março

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) avançou 2,94% em abril, revertendo a retração de 0,24% registrada em março, segundo dados divulgados pelo FGV IBRE.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,57% no ano e de 0,56% nos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o índice havia recuado 0,22% no mês e registrava avanço acumulado de 8,71% em 12 meses.

Preços ao produtor disparam com reflexos da guerra no Oriente Médio

A principal pressão sobre o índice veio do avanço de 3,81% no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), influenciado diretamente pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, os impactos vão além dos combustíveis e atingem insumos estratégicos para diversos setores da economia.

Entre os destaques, o ácido sulfúrico registrou alta de 29%, enquanto os adubos e fertilizantes avançaram 6,8%, refletindo o encarecimento global de matérias-primas e logística.

Setor agropecuário e alimentos também pressionam o índice

Fatores sazonais contribuíram para a elevação dos preços no setor agropecuário. O tomate foi um dos principais destaques, com alta próxima de 20%, tanto no IPA quanto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

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Esse movimento reforça a pressão inflacionária sobre alimentos in natura, impactando diretamente o custo ao consumidor.

Combustíveis elevam preços ao consumidor e ampliam inflação

No varejo, os preços ao consumidor acompanharam a tendência de alta observada no atacado, com destaque para a gasolina, que figurou como uma das principais influências no resultado do mês.

Segundo o FGV IBRE, o repasse dos custos energéticos continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária no país.

Custos da construção também são impactados pela alta de insumos

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também refletiu os efeitos do aumento dos combustíveis e derivados de petróleo, impactando itens com forte dependência de transporte.

Entre os produtos afetados estão cimento, massa de concreto e blocos de concreto, que registraram elevação de custos ao longo do período.

Cenário reforça pressão inflacionária com impactos globais e sazonais

A leitura mais recente do IGP-10 evidencia um cenário de pressão inflacionária disseminada, combinando fatores externos — como a instabilidade no Oriente Médio — e internos, como a sazonalidade no setor agropecuário.

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O resultado reforça o papel dos custos de produção e da cadeia logística na formação de preços, com efeitos diretos sobre o agronegócio, a indústria e o consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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