AGRONEGÓCIO
IMA amplia atuação e passa a fiscalizar produtos de origem vegetal em Minas Gerais
AGRONEGÓCIO
Decreto amplia papel do IMA na fiscalização de alimentos e bebidas vegetais
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) passa a ter novas atribuições na inspeção e fiscalização de produtos de origem vegetal em Minas Gerais. Com a assinatura do decreto que regulamenta a Lei nº 25.424, o governador Romeu Zema oficializou, neste domingo (17/11), a ampliação das competências do órgão.
Até então, a responsabilidade por esse tipo de fiscalização era exclusiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Agora, o IMA poderá atuar diretamente em cadeias produtivas como a de bebidas, doces, compotas e geleias, assegurando mais qualidade e segurança alimentar aos consumidores.
Cachaça mineira entre os setores beneficiados
A oficialização do decreto ocorreu durante a Premiação do 2º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). A cadeia produtiva da cachaça artesanal será uma das mais beneficiadas pela mudança, uma vez que a nova norma fortalece o controle de produção e a segurança alimentar do setor.
Além da cachaça, o IMA também poderá inspecionar cervejas, sucos, uísques, vodcas e outras bebidas de origem vegetal. Segundo a diretora-geral do instituto, Luiza de Castro, o decreto representa um avanço histórico.
“Lutamos muito pela criação da lei de inspeção vegetal. Isso é um marco, porque conhecemos nossa produção e temos capacidade para atender o produtor rural com eficiência”, destacou.
Fiscalização garante padronização e confiança ao consumidor
O IMA contará com mais de 80 agentes fiscais dedicados exclusivamente à inspeção de produtos vegetais. Para Luiza de Castro, a medida traz padronização, previsibilidade e segurança jurídica aos produtores, além de reforçar a credibilidade dos produtos mineiros no mercado nacional e internacional.
“Esse avanço moderniza o setor e cria condições para que os produtos mineiros conquistem novos espaços e oportunidades mundo afora. É também uma forma de valorizar a produção local”, ressaltou.
Como será a nova atuação do IMA
Entre as principais atribuições do instituto estão:
- Verificação das condições higiênico-sanitárias nas etapas de produção;
- Análise da conformidade da rotulagem;
- Fiscalização do armazenamento e da comercialização dos produtos;
- Combate à falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas, práticas que representam riscos à saúde pública.
Segundo o diretor técnico do IMA, André Duch, a medida retoma a atuação direta do órgão junto aos alambiques e demais estabelecimentos ligados à produção de cachaça.
“Os produtores passam a contar com orientação mais próxima, o que favorece a formalização e eleva a qualidade da cachaça mineira, fortalecendo sua presença no mercado”, afirmou.
Retomada de um trabalho estratégico
O gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do IMA, Lucas Guimarães, lembrou que o instituto já havia desempenhado função semelhante entre 2018 e 2023, por meio de um convênio com o Mapa.
“O retorno dessa atribuição demonstra o compromisso do Estado com a segurança alimentar e com um ambiente de negócios mais justo para quem produz e acredita nas instituições mineiras”, destacou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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