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Importação de fertilizantes cai 18,5% em Mato Grosso e preocupa produtores

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O Mato Grosso, maior estado produtor agrícola do país, registrou queda significativa nas importações de fertilizantes em 2025. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre janeiro e julho foram adquiridas 2,97 milhões de toneladas, volume 18,51% menor que o registrado no mesmo período de 2024. Esse é o menor patamar dos últimos seis anos.

Julho tem alta pontual nas compras

Apesar da queda no acumulado do ano, julho registrou aumento de 8,86% nas importações, totalizando 617,15 mil toneladas. O crescimento foi puxado principalmente pelos nitrogenados (+361,89%) e pelos fosfatados (+75%), que tiveram forte avanço em relação ao mesmo mês de 2024.

Custos elevados freiam negociações

De acordo com o Imea, a retração nas importações está diretamente ligada ao aumento nos preços dos fertilizantes. Muitos produtores aguardavam uma redução nos custos, mas essa queda não se concretizou em diversos produtos.

“O comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos”, avaliou o Instituto.

Safra 2025/26 tem comercialização atrasada

O atraso na aquisição dos insumos também impacta a safra 2025/26. Até julho, o ritmo de comercialização estava 12,58 pontos percentuais abaixo do registrado na safra anterior, configurando a temporada mais atrasada já registrada na série histórica do Imea.

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Produtores podem reduzir investimentos e enfrentar gargalos logísticos

O cenário atual levanta preocupações sobre o nível de investimento dos produtores para o próximo ciclo. Segundo o Imea, além da cautela com os preços, há risco de entraves logísticos, já que muitos agricultores postergaram suas compras e ainda não garantiram todos os insumos necessários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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