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Inscrições abertas para a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) anunciou a abertura das inscrições para um dos eventos mais tradicionais do agronegócio gaúcho. A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas será realizada entre os dias 24 e 26 de fevereiro, em Capão do Leão (RS).

O encontro ocorrerá na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado e projeta atrair um público de aproximadamente 21 mil visitantes, consolidando-se como um polo de inovação e debate para o setor produtivo nacional e internacional.

Como realizar a inscrição antecipada

As inscrições para o evento são gratuitas e devem ser realizadas de forma antecipada pelo site oficial. A organização destaca que o cadastro prévio é fundamental para garantir agilidade na entrada, uma vez que o credenciamento no local será efetuado via leitura de QR Code, evitando a formação de filas.

Vitrines tecnológicas e diversificação de culturas

A edição deste ano foca na sustentabilidade e na diversificação produtiva. Com cerca de 50 Vitrines Tecnológicas, os visitantes poderão conferir alternativas de rotação de culturas essenciais para a rentabilidade das terras baixas, incluindo:

  • Soja e Milho;
  • Sorgo;
  • Forrageiras.
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Além disso, o evento contará com a participação de 230 expositores, divididos entre a área de feira e o roteiro técnico, apresentando soluções que visam aumentar a eficiência no manejo das lavouras.

Programação e transferência de conhecimento

Com mais de 100 horas de conteúdo técnico, a programação está distribuída em espaços estratégicos como o Auditório Frederico Costa e a Arena de Inovação. O objetivo é oferecer conhecimento prático para produtores, técnicos e equipes de campo, abordando desde tecnologias de precisão até gestão sustentável.

As atividades também integram os estandes da Embrapa e do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), referências no desenvolvimento da orizicultura.

Datas e cerimônias importantes

Mesmo em um cenário econômico e climático desafiador, a Federarroz mantém a tradição das homenagens e atos solenes:

  • Homenagens Pá do Arroz: 24 de fevereiro, às 18h30min.
  • Abertura Oficial da Colheita: 26 de fevereiro, às 16h30min (encerramento do evento).

Ao longo de suas 35 edições anteriores, o evento tem sido o principal palco para discutir os ciclos da lavoura arrozeira, promovendo a integração entre pesquisa, indústria e produtor rural.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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